Nova LacerdaMT

6.965 habitantes · IBGE 5106182

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Resumo socioambiental

Nova Lacerda/MT apresenta quadro socioambiental preocupante, com deficiências estruturais no saneamento básico e trajetória crescente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atinge apenas 56,4% (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (87,2%), posicionando o município no percentil 26 do país. Mais crítico é o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que chega a 46,4% (2022) — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e a média de MT (11,2%) —, colocando o município no percentil 90, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A coleta de resíduos também recuou de 55,5% (2010) para 52,9% (2022), reforçando a fragilidade da gestão de resíduos sólidos locais.

As perdas de água na distribuição, embora tenham caído drasticamente de 77,3% (2021) para 20,0% (2022), ainda representam desafio de eficiência operacional, situando o município abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (40,5%) — resultado positivo, mas que exige monitoramento diante do histórico de oscilações abruptas na série, que sugerem possível descontinuidade metodológica ou operacional mais do que ganho consistente de eficiência.

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 5.147.615 tCO₂e em 2024, alta de 198,9% frente a 2010, com o município no percentil 98 nacional — entre os maiores emissores do país, embora muito abaixo do total estadual. O crescimento mais expressivo ocorreu nas emissões de energia, que passaram de 8.479 tCO₂e (2021) para 65.340 tCO₂e (2024), alta de 154,3% no período, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e alcançando o percentil 75. As emissões de resíduos, embora de menor magnitude (3.172 tCO₂e, 2024), cresceram 61,8% desde 2010 e guardam relação direta com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada, indicando que a fragilidade do saneamento contribui tanto para riscos sanitários quanto para o perfil de emissões do município.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Diante do quadro, recomenda-se priorizar investimentos em ampliação da cobertura de água e coleta de resíduos, dado o descolamento persistente frente às referências nacional e estadual, além de aprofundar a análise da origem do salto nas emissões energéticas, que merece verificação de fonte e consistência dos dados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.3%

2024

22
6.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

88.0%

2024

1
696.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.9%

2022

18
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

46.4%

2022

10
4.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

30 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

30 MW

2024

71
9.1% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

5.147.615 tCO₂e

2024

2
198.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.172 tCO₂e

2024

73
61.8% no período

Emissões de energia

SEEG

65.340 tCO₂e

2024

25
154.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.