Nova LaranjeirasPR

12.287 habitantes · IBGE 4117057

IA

Resumo socioambiental

Nova Laranjeiras/PR apresenta quadro de saneamento crítico e distante dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 22,6% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 4 do país. A coleta de esgoto, de 19,6%, sofreu queda abrupta de -67,8% desde o pico de 100% em 2021, provavelmente por mudança metodológica ou de prestador, ficando também abaixo da mediana nacional (59,9%) e do estado (82,9%). Em contraste, o tratamento de esgoto é ponto positivo: 81,1% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e o Paraná (78,8%), colocando o município no percentil 86 — ou seja, o esgoto que é coletado tem tratamento de boa qualidade, mas a baixa cobertura de coleta limita o benefício ambiental desse indicador.

Os dados do Censo IBGE reforçam a fragilidade: apenas 33,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), e 64,3% têm destino inadequado de dejetos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e ao Paraná (5,6%), situando o município no percentil 98 (pior extremo) nesse quesito. Essa lacuna de infraestrutura básica é coerente com a única ETE registrada (2020), no patamar mediano nacional, mas muito aquém das 279 unidades médias do estado. A perda de água na distribuição, de 17,3%, é relativamente favorável frente à mediana nacional (29,1%) e estadual (29,0%), indicando gestão operacional da rede menos deficiente que a cobertura em si.

No eixo de emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE para 216.602 tCO₂e em 2024, queda expressiva de -57,5% frente a 2010, após picos entre 2019 e 2021 (acima de 1 milhão de tCO₂e), ainda assim acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 62. As emissões de resíduos, de 6.452 tCO₂e, cresceram 17,6% desde 2010 e superam ligeiramente a mediana nacional (6.191 tCO₂e), tendência que dialoga com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos. As emissões de energia, de 13.358 tCO₂e, cresceram 49,1% no período, mas permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município enfrenta déficit estrutural grave em água e esgotamento sanitário, com indicadores entre os piores do país, enquanto o tratamento do esgoto coletado e a perda de água mostram desempenho relativamente melhor. A queda expressiva nas emissões totais de GEE é ponto positivo, mas o crescimento das emissões de resíduos é coerente com a limitada cobertura de saneamento, reforçando a urgência de investimentos em expansão de rede de água, coleta de esgoto e manejo de resíduos sólidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.6%

2024

4
33.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

19.6%

2024

15
67.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

81.1%

2024

86
15.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.3%

2024

82
29.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.4%

2022

5
28.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

64.3%

2022

2
13.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

216.602 tCO₂e

2024

38
57.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.452 tCO₂e

2024

48
17.6% no período

Emissões de energia

SEEG

13.358 tCO₂e

2024

58
49.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.