Nova MódicaMG

3.731 habitantes · IBGE 3144904

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Resumo socioambiental

Nova Módica/MG apresenta quadro de saneamento básico frágil e abaixo dos padrões nacionais na maioria dos indicadores de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 60,6% em 2022, com queda de 12,8% em relação à série histórica, posicionando o município no percentil 31 nacional — bem abaixo da mediana do país (76,5%) e da média mineira (84,3%). O tratamento de esgoto é o ponto mais crítico: 0,0% em toda a série de 2014 a 2022, enquanto a mediana nacional chega a 37,7% e a UF a 44,5%. Isso significa que, embora a coleta de esgoto tenha evoluído para 85,0% em 2021 (próxima da média estadual, também 85,0%), todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento algum, o que representa risco sanitário e ambiental relevante para os corpos hídricos locais.

Do lado positivo, a perda de água na distribuição está em 13,5% (2022), valor consideravelmente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a estadual (35,0%), colocando o município no percentil 12 — entre os mais eficientes do país nesse quesito, apesar de alta de 5,7% frente ao ano anterior. Por outro lado, os dados do Censo revelam deterioração na gestão de resíduos domiciliares: a coleta de lixo caiu de 63,8% (2010) para 52,1% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos subiu para 32,9%, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quatro vezes o valor da UF (7,4%), situando o município no percentil 78 — entre os piores do país nesse indicador.

Em emissões de GEE, o município mostra trajetória de redução, com 77.728 tCO₂e em 2024, queda de 14% frente à série e valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 33. Contudo, as emissões de energia cresceram de forma expressiva, +239,8% desde 2010, atingindo 3.384 tCO₂e em 2024, refletindo provável aumento no consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis locais. As emissões de resíduos também subiram (+22,9%), para 2.616 tCO₂e, movimento coerente com a queda na cobertura de coleta de lixo e a ausência de tratamento de esgoto — indicando que o manejo inadequado de resíduos e efluentes é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município.

Quanto a eventos hídricos extremos, não há registros de cheia ou seca na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e à média mineira (3,694), sugerindo perspectiva favorável de disponibilidade hídrica futura. Ainda assim, esse potencial só se traduzirá em benefício real se acompanhado de investimentos em tratamento de esgoto e recuperação da cobertura de coleta domiciliar, hoje os dois maiores gargalos socioambientais do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.6%

2024

31
2.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

50.6%

2024

41
49.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

17.1%

2024

83
27.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.1%

2022

17
18.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.9%

2022

22
9.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

77.728 tCO₂e

2024

67
14.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.616 tCO₂e

2024

80
22.9% no período

Emissões de energia

SEEG

3.384 tCO₂e

2024

86
239.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.