Nova OdessaSP

64.228 habitantes · IBGE 3533403

IA

Resumo socioambiental

Nova Odessa/SP apresenta indicadores de saneamento consistentemente superiores às referências nacionais e estaduais, mas convive com uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 97,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média paulista (95,2%), embora em leve recuo frente aos 100% mantidos entre 2012 e 2018. A coleta de esgoto atingiu 96,0% em 2021 (percentil 60 nacional) e o tratamento alcançou 100% em 2022, muito acima da mediana do país (37,7%) e da UF (69,6%) — um salto expressivo em relação aos 2,9% registrados em 2008, refletindo investimento consolidado em estações de tratamento (2 ETEs em 2020). O ponto de atenção nesse eixo é a perda de água na distribuição, de 33,4% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), indicando ineficiência operacional que contrasta com o bom desempenho em cobertura e tratamento.

No âmbito dos resíduos sólidos, o município mantém domicílios com destino inadequado em apenas 0,1% (2022), um dos melhores resultados do país (percentil 1, ou seja, entre os menores índices), e cobertura de coleta domiciliar de 96,5%, acima da mediana nacional (76,9%). Essa boa gestão de disposição final, entretanto, não impede o crescimento constante das emissões de resíduos, que somaram 35.117 tCO₂e em 2024 — alta de 42,7% desde 2010 e muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 90), sugerindo que o aumento da geração de resíduos (associado ao crescimento populacional e econômico) não está sendo acompanhado por ganhos equivalentes em eficiência de tratamento ou recuperação energética.

O maior desafio ambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 323.734 tCO₂e em 2024, mais que dobrando a mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 72) e crescendo 53,3% desde 2010. O setor de energia é o principal responsável por esse avanço, com 289.380 tCO₂e em 2024 (alta de 61,3%), ritmo que supera proporcionalmente o crescimento dos resíduos e aponta para uma matriz energética municipal ainda dependente de fontes fósseis, apesar da presença de geração por biomassa (5 MW, estável desde 2012, percentil 52 nacional). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes, mas reforça a recomendação de que a gestão local priorize a redução de perdas hídricas e a mitigação de emissões energéticas como frentes complementares ao já consolidado sistema de saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
1.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

98.0%

2024

95
2.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

84.4%

2024

89
2488.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.0%

2024

53
39.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.5%

2022

95
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.1%

2022

99
68.2% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

323.734 tCO₂e

2024

28
53.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

35.117 tCO₂e

2024

10
42.7% no período

Emissões de energia

SEEG

289.380 tCO₂e

2024

8
61.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.