Nova Olinda do MaranhãoMA

14.468 habitantes · IBGE 2107357

IA

Resumo socioambiental

Nova Olinda do Maranhão apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o retrocesso no saneamento básico. A cobertura de água atingiu 48,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 18 do país — ou seja, pior que 82% dos municípios brasileiros. Mais grave é a trajetória do esgotamento sanitário: a coleta de esgoto, que era de 100% em 2015, caiu para 32,6% em 2020, e o tratamento de esgoto despencou de 100% para 0,0% no mesmo período, uma reversão completa do serviço. Esse colapso do saneamento se reflete no indicador de destino inadequado de domicílios, que embora tenha melhorado desde 2010 (de 43,6% para 28,8% em 2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e está próximo da média estadual (29,4%), colocando o município no percentil 72 (pior que a maioria do país).

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu de 50% (2015) para 22,0% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e bem melhor que a média estadual (56,3%) — percentil 29, indicando eficiência relativa na rede, mesmo com baixa cobertura. Essa combinação sugere que o sistema de abastecimento, embora pequeno, é operacionalmente mais eficiente que a média regional, mas não consegue universalizar o acesso.

No eixo climático, as emissões totais de GEE mostram grande volatilidade, provavelmente associada a mudanças no uso da terra e cobertura vegetal, com valor negativo de -260.659 tCO₂e em 2024 (possível sequestro líquido de carbono), após pico de 673.066 tCO₂e em 2023. Isso contrasta com o crescimento constante das emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010, chegando a 13.144 tCO₂e em 2024 (+111%), e das emissões de resíduos, que cresceram 44% no período, atingindo 8.098 tCO₂e — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), percentil 60. Esse aumento nas emissões de resíduos é coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destino inadequado de dejetos, indicando que a gestão de resíduos e efluentes segue como o principal desafio ambiental do município, exigindo investimento urgente em infraestrutura de saneamento para reverter a regressão observada na última década.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

12.4%

2024

2
80.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

32.6%

2020

67.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.1%

2024

83
65.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.6%

2022

28
9.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.8%

2022

28
33.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-260.659 tCO₂e

2024

99
231.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.098 tCO₂e

2024

40
44.0% no período

Emissões de energia

SEEG

13.144 tCO₂e

2024

58
111.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.