Nova Olinda do NorteAM

28.267 habitantes · IBGE 1303106

IA

Resumo socioambiental

Nova Olinda do Norte/AM apresenta quadro socioambiental preocupante no ciclo mais recente de dados. A cobertura de água caiu para 34,9% em 2022, revertendo ganhos observados entre 2020 e 2021 (quando chegava a 59,5%), e está muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (82,0%), posicionando o município no percentil 9 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 70,0% em 2022 — quase 2,5 vezes o valor de 2010 (20,0%) — e coloca o município no percentil 97 nacional, indicando ineficiência operacional severa que provavelmente explica parte da queda na cobertura efetiva de atendimento.

No saneamento, a coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva desde 2010 (+246,3%), atingindo 32,5% em 2018, mas ainda distante da mediana nacional de 87,8% (2021), embora acima da média do Amazonas (25,3%). O tratamento de esgoto, contudo, permanece em 0,0% desde 2010, sem qualquer avanço, enquanto a mediana nacional é de 37,7%. Essa lacuna entre coleta e tratamento é crítica: todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que agrava a pressão sobre corpos hídricos. Pelo Censo, o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 50,9% (2010) para 37,1% (2022), melhora relevante, mas ainda 2,5 vezes acima da mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 83 (pior) do país.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE mais que dobraram entre 2021 e 2023 (de 867.924 para 1.850.502 tCO₂e), recuando para 1.070.830 tCO₂e em 2024 — ainda assim quase 8 vezes a mediana nacional, no percentil 90. As emissões de energia cresceram 164,1% na década, atingindo 72.590 tCO₂e em 2024, e as de resíduos mantiveram-se estáveis, mas 2,5 vezes acima da mediana nacional (14.569 tCO₂e vs. 5.787 tCO₂e), refletindo a persistente ausência de tratamento de esgoto e manejo adequado de resíduos sólidos.

Em suma, o município combina infraestrutura hídrica deteriorada, saneamento incompleto (coleta sem tratamento) e emissões elevadas para seu porte, exigindo investimento prioritário em redução de perdas na rede de água e implantação de tratamento de esgoto, medidas que tendem a gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e redução de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

34.9%

2022

9
7.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

32.5%

2018

246.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

70.0%

2022

3
249.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.2%

2022

26
22.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.1%

2022

17
27.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.070.830 tCO₂e

2024

10
85.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.569 tCO₂e

2024

24
4.0% no período

Emissões de energia

SEEG

72.590 tCO₂e

2024

24
164.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.