Nova OlindaTO
10.609 habitantes · IBGE 1714880
Resumo socioambiental
Nova Olinda/TO apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento hídrico mas desafios persistentes em resíduos sólidos e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 74,6% em 2024, com alta de 8,2% no período, ficando ligeiramente acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média estadual (84,2%), posicionando o município no percentil 52. As perdas de água, embora ainda elevadas em 20,5%, mostraram melhora expressiva (-14,7%) e estão abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (30,8%), indicando eficiência operacional relativamente melhor que a média — colocando o município no percentil 26, o que é positivo neste indicador de "quanto menor, melhor".
Por outro lado, o saneamento de esgoto e resíduos revela fragilidades. Apenas 72,6% dos domicílios têm coleta adequada (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), enquanto 26,8% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase o dobro da mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 70 (pior que a maioria). Essa deficiência estrutural se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 14.991 tCO₂e em 2024, com crescimento de 33,4% na série e valor mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a relação entre baixa cobertura de coleta/tratamento e aumento das emissões associadas.
O componente mais crítico do dossiê é o total de emissões de GEE, que alcançou 868.740 tCO₂e em 2024 (+16,5% no período), valor 6 vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 88 — entre os mais emissores do país proporcionalmente. As emissões de energia, embora tenham caído 31,5% na série (para 208.150 tCO₂e), permanecem muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 90. A matriz de geração renovável local é limitada, com potência de biomassa estagnada em 347 kW desde 2010, bem abaixo da mediana nacional (5 MW) e no percentil 9.
Em síntese, Nova Olinda avançou moderadamente em abastecimento de água e reduziu perdas na rede, mas enfrenta déficit relevante em coleta e destinação de esgoto, o que pressiona as emissões de resíduos, e mantém um perfil de emissões totais elevado frente ao padrão nacional. Prioridades para gestores incluem ampliar a cobertura de esgotamento sanitário, com potencial de reduzir simultaneamente indicadores de saúde pública e de emissões, além de investigar oportunidades de diversificação energética renovável, hoje estagnada no município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
20.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
347 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
868.740 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.991 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
208.150 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
