Nova TebasPR

6.870 habitantes · IBGE 4117271

IA

Resumo socioambiental

Nova Tebas apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque para a fragilidade no saneamento básico. A cobertura de água chegou a 52,5% em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (89,5%), posicionando o município no percentil 23 do país. Mais preocupante é a trajetória recente: após atingir o pico de 87,2% em 2021, a cobertura caiu para 68,4% em 2022 e despencou para 47,5% em 2023, com discreta recuperação em 2024. Essa reversão sugere possível problema de continuidade operacional ou de reporte de dados, e merece investigação por parte da gestão local. A perda de água, embora tenha recuado para 23,5% em 2024 frente ao pico de 28,6% em 2022, ainda representa quase um quarto do volume distribuído perdido, ainda que abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%).

No esgotamento sanitário, o percentual de domicílios com coleta atingiu 75,0% em 2022, próximo da mediana nacional (76,9%), mas distante do padrão estadual (90,0%). Por outro lado, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 24,6% dos domicílios, taxa superior à mediana do Brasil (14,9%) e muito acima do Paraná (5,6%), colocando o município no percentil 67 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 5.141 tCO₂e em 2024, ligeiramente inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em leve alta (+10,8%) desde 2010, indicando que o manejo inadequado de dejetos e resíduos ainda pressiona as emissões locais.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE caíram 27,8% desde 2010, fechando 2024 em 168.256 tCO₂e — acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 56. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões triplicaram (+190,7%) no período, passando de 5.589 para 16.249 tCO₂e, provavelmente refletindo maior consumo elétrico ou uso de combustíveis fósseis, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos (cheia e seca), disponíveis apenas para 2016, mostram baixa incidência absoluta, mas ocupam percentis elevados (87 e 59, respectivamente) frente à distribuição nacional, sinalizando vulnerabilidade hidroclimática que merece monitoramento contínuo.

Em síntese, Nova Tebas enfrenta desafios estruturais em saneamento — especialmente na universalização do acesso à água e no destino adequado de dejetos — que se conectam às emissões de resíduos e à qualidade ambiental do município. A queda expressiva na cobertura de água entre 2022 e 2023 é o ponto mais crítico a ser esclarecido e corrigido, enquanto o crescimento das emissões de energia aponta para a necessidade de políticas de eficiência energética e fontes limpas nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

52.5%

2024

23
14.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.5%

2024

66
46.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.0%

2022

47
38.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.6%

2022

33
46.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

168.256 tCO₂e

2024

44
27.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.141 tCO₂e

2024

57
10.8% no período

Emissões de energia

SEEG

16.249 tCO₂e

2024

53
190.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.