Nova TimboteuaPA

13.204 habitantes · IBGE 1505007

IA

Resumo socioambiental

Nova Timboteua apresenta déficit crítico em saneamento básico, com defasagem acentuada em relação aos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 24,6% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (55,0%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do país. A série histórica revela oscilações abruptas sem tendência de melhoria consistente, incluindo picos isolados em 2009 e 2011 que não se sustentaram. A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: o último dado disponível (2009) mostra coleta de apenas 20,4% e tratamento de 0%, indicando que todo o esgoto coletado era lançado sem tratamento — um passivo ambiental que provavelmente persiste, dado o congelamento dos registros há mais de uma década.

A perda de água na distribuição chegou a 38,6% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e também superior à média do Pará (34,5%), refletindo ineficiência operacional que compromete a universalização do acesso mesmo diante de baixa cobertura. Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é misto: a coleta domiciliar atinge 62,9% dos domicílios (percentil 29, abaixo da mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 37,0% (2010) para 21,7% (2022) — redução expressiva, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (23,2%). Essa melhora parcial no manejo de resíduos não se traduziu, contudo, em queda proporcional nas emissões do setor: as emissões de resíduos recuaram apenas 4,5% no período recente, mantendo-se em 6.380 tCO₂e em 2024, próximo da mediana nacional.

No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva para 16.859 tCO₂e em 2024 (variação de -92,8% frente a 2023), resultado que contrasta com a volatilidade extrema da série histórica — que oscilou entre 111 mil e 486 mil tCO₂e ao longo da década. Essa redução abrupta coloca o município no percentil 7, sugerindo mudança conjuntural (provavelmente ligada a uso da terra e mudança de cobertura vegetal) e não necessariamente uma trajetória estrutural de baixo carbono, já que as emissões de energia seguem em trajetória ascendente, com alta de 82,1% no período e valor atual de 12.720 tCO₂e.

Em síntese, Nova Timboteua combina infraestrutura de saneamento estagnada e defasada em relação ao Brasil e ao Pará com uma dinâmica de emissões marcada por forte volatilidade, associada principalmente a mudanças no uso do solo. A ausência de atualização dos dados de esgotamento sanitário desde 2009 é uma lacuna crítica para o planejamento público, e a combinação de baixa cobertura de água com alta perda no sistema aponta para necessidade urgente de investimento em infraestrutura hídrica como prioridade de gestão.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.4%

2024

4
0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

20.4%

2009

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2009

Perda de água

SNIS/SINISA

45.5%

2024

21
0.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.9%

2022

29
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.7%

2022

38
41.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

16.859 tCO₂e

2024

93
92.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.380 tCO₂e

2024

49
4.5% no período

Emissões de energia

SEEG

12.720 tCO₂e

2024

59
82.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.