Nova TrentoSC

14.252 habitantes · IBGE 4211504

IA

Resumo socioambiental

Nova Trento apresenta quadro socioambiental misto, com bons indicadores de saneamento domiciliar convivendo com fragilidades relevantes na gestão da água e no perfil energético. A cobertura de água chegou a 74,4% em 2022, praticamente estagnada desde 2011 e ligeiramente abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média estadual (90,1%, percentil 47). Mais preocupante é a perda de água, que atingiu 33,3% em 2022 — acima da mediana do país (29,9%) e próxima do patamar estadual (34,6%, percentil 58) —, indicando ineficiência operacional que compromete o avanço da cobertura mesmo diante da estabilidade da rede desde 2011. Em contraste, a coleta de resíduos domiciliares evoluiu bem, alcançando 94,3% em 2022 (percentil 89 nacional), com destinação inadequada caindo para apenas 4,6%, redução de 71,4% desde 2010, embora ainda acima do índice catarinense (3,2%).

No aspecto climático, as emissões totais de GEE caíram expressivamente para 56.814 tCO₂e em 2024, queda de 83,5% frente a 2010, colocando o município no percentil 24 nacional — desempenho favorável explicado principalmente pela redução das emissões de mudança de uso da terra e florestas ao longo da série. Entretanto, essa melhora agregada esconde tendências setoriais preocupantes: as emissões de energia mais que dobraram (+116,5%), chegando a 38.569 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 64), e as emissões de resíduos cresceram 37,6%, atingindo 5.726 tCO₂e, ainda que próximas da mediana do país (6.191 tCO₂e). Esse crescimento nas emissões de resíduos é coerente com a expansão da cobertura de coleta domiciliar, mas sinaliza a necessidade de investimento em destinação mais sustentável, já que o município conta com apenas 1 unidade de destinação registrada, mesmo valor da mediana nacional, mas muito aquém das 58 unidades do estado.

A matriz energética local é dominada pela geração hidráulica, com 10 MW instalados desde 2013 (percentil 52 nacional), enquanto a capacidade solar permanece modesta e estagnada em 350 kW desde seu registro em 2024, abaixo da mediana nacional (908 kW, percentil 28) e distante do potencial estadual. A diversificação para fontes renováveis complementares como a solar pode ajudar a conter o crescimento das emissões de energia observado na série recente.

Quanto a eventos extremos, o único dado disponível é de 2016, com 6 registros de cheia — muito acima da mediana nacional (0) e próximo ao volume estadual (1.062, percentil 99) —, sugerindo vulnerabilidade hídrica que reforça a importância de reduzir as perdas na rede de abastecimento como medida de adaptação e eficiência simultâneas. A ausência de dados mais recentes sobre eventos hidrológicos limita a avaliação atualizada desse risco.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.3%

2024

56
8.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.8%

2024

31
679.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.3%

2022

89
12.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.6%

2022

77
71.4% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

11 MW

SolarHidráulica

Potência solar

ANEEL (SIGA)

350 kW

2024

28
0.0% no período

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

10 MW

2024

52
161.1% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

350 kW

2024

28
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.814 tCO₂e

2024

76
83.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.726 tCO₂e

2024

53
37.6% no período

Emissões de energia

SEEG

38.569 tCO₂e

2024

36
116.5% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.