Nova UbiratãMT

12.108 habitantes · IBGE 5106240

IA

Resumo socioambiental

Nova Ubiratã apresenta um saneamento básico com resultados divergentes entre os componentes de água e esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, mantendo-se estável desde 2022 e superando amplamente a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (86,7%), posicionando o município no percentil 100 do país. Já a perda de água, embora tenha caído de 26,5% (2022) para 25,6% (2024), permanece em patamar elevado e ainda abaixo do desempenho ideal, ficando levemente melhor que a mediana nacional (29,1%) e a UF (37,5%). Em contraste, o esgotamento sanitário é o ponto crítico: apenas 72,7% dos domicílios tinham coleta em 2022 — abaixo da mediana nacional (76,9%) e do MT (84,7%) — enquanto 26,2% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de dejetos, taxa quase o dobro da mediana brasileira (14,9%), embora represente forte avanço frente aos 49,9% de 2010.

Esse déficit de esgotamento adequado dialoga com a trajetória das emissões de resíduos, que cresceram 107,3% desde 2010, atingindo 3.913 tCO₂e em 2024 — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 34. O dado sugere que o crescimento populacional e a ainda incompleta universalização do saneamento pressionam as emissões do setor, reforçando a necessidade de investimentos em tratamento de esgoto para conter essa tendência.

O maior destaque socioambiental do município está nas emissões totais de GEE, que somaram 4,29 milhões de tCO₂e em 2024, com queda de 39,3% frente a 2023, mas ainda colocando Nova Ubiratã no percentil 98 nacional — muito acima da mediana do país (138 mil tCO₂e) — refletindo o peso do uso da terra e da agropecuária típico da região. Chama atenção também o salto de 627,2% nas emissões de energia desde 2010, chegando a 297.162 tCO₂e em 2024, no percentil 93 nacional, indicando forte expansão do consumo energético local, possivelmente ligado à mecanização agrícola ou expansão urbana, e que merece monitoramento como vetor emergente de emissões.

Quanto a eventos extremos, não há registros de cheias ou secas reportados pela ANA para o município em 2016 (ambos zero), mas a base de dados está desatualizada em relação aos demais indicadores, o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. A potência hidráulica instalada permanece estável em 7 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (10 MW), sem indicar expansão de geração hidrelétrica local no período.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.6%

2024

59
3.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.7%

2022

43
45.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.2%

2022

31
47.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

7 MW

2024

46
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.290.101 tCO₂e

2024

2
39.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.913 tCO₂e

2024

66
107.3% no período

Emissões de energia

SEEG

297.162 tCO₂e

2024

7
627.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.