Nova UniãoMG

6.083 habitantes · IBGE 3136603

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Resumo socioambiental

Nova União/MG apresenta quadro de saneamento básico ainda frágil e com sinais de retrocesso recente em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 60,5% em 2024, com avanço de 16,9% desde 2010, mas permanece bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 32. Já a coleta de esgoto, que se manteve em 100% entre 2015 e 2020, sofreu forte queda para 67,0% em 2023 (-33,0%), embora ainda supere a mediana nacional (59,9%). O dado mais crítico é a ausência total de tratamento de esgoto, estagnada em 0,0% desde ao menos 2015, contrastando com a mediana nacional de 33,3% e a mineira de 44,6% — isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que agrava riscos sanitários e ambientais mesmo diante da melhoria na coleta.

A perda de água na distribuição, de 34,6% em 2024, é superior à mediana nacional (29,1%), embora próxima ao patamar de Minas Gerais (35,8%), indicando ineficiência operacional que pressiona a sustentabilidade do sistema de abastecimento. Por outro lado, os indicadores domiciliares do Censo mostram evolução positiva: a cobertura de coleta de resíduos domiciliares chegou a 83,3% em 2022 (+11,4% desde 2010), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu para 11,5% (-54,4%), também abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante do patamar mineiro (7,4%).

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 74.351 tCO₂e em 2024, com alta expressiva de 49,0% em relação a 2010, mas ainda inferiores à mediana nacional (138.513 tCO₂e). O crescimento é puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou de 16.671 para 44.448 tCO₂e (+166,6%) no período, superando a mediana nacional e alcançando o percentil 68 — indicando que a matriz energética local é hoje o principal vetor de pressão climática do município. As emissões de resíduos, por sua vez, mantiveram-se relativamente estáveis em 3.615 tCO₂e (+3,6%), abaixo da mediana nacional, o que sugere coerência com a melhoria observada na gestão de resíduos sólidos domiciliares.

Em síntese, Nova União avançou na cobertura de água e na gestão de resíduos sólidos, mas enfrenta retrocesso preocupante na coleta de esgoto e estagnação total no tratamento sanitário, o que exige atenção prioritária dos gestores. Paralelamente, o crescimento acelerado das emissões de energia sinaliza a necessidade de políticas de eficiência energética e fontes limpas para conter a trajetória de aumento das emissões totais do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.5%

2024

32
16.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

67.0%

2023

33.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

34.6%

2024

38
23.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.3%

2022

63
11.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.5%

2022

57
54.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

74.351 tCO₂e

2024

68
49.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.615 tCO₂e

2024

69
3.6% no período

Emissões de energia

SEEG

44.448 tCO₂e

2024

32
166.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.