Nova VenéciaES
52.084 habitantes · IBGE 3203908
Resumo socioambiental
Nova Venécia apresenta um quadro de saneamento básico ainda distante da média nacional, embora com avanços recentes pontuais. A cobertura de água chegou a 70,0% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar capixaba (83,5%), posicionando o município no percentil 42. A situação do esgotamento sanitário é mais crítica: a coleta atingiu apenas 36,1% em 2021 (percentil 20 nacional, mediana 87,8%) e o tratamento 35,8% em 2022 — este último, apesar de próximo à mediana nacional (37,7%), partiu de patamares quase nulos em 2018 (2,6%), indicando expansão recente da infraestrutura, mas ainda incompleta. A perda de água na distribuição, de 27,9%, é ligeiramente inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (29,0%), sugerindo eficiência operacional mediana no sistema de abastecimento.
No que se refere a resíduos sólidos, o município reduziu o destino inadequado de domicílios de 29,8% (2010) para 20,9% (2022), avanço relevante, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do Espírito Santo (6,9%), colocando Nova Venécia no percentil 61 — ou seja, entre os municípios com pior desempenho relativo nesse quesito. Essa fragilidade na destinação final é coerente com a trajetória das emissões de resíduos, que cresceram 60,9% entre 2010 e 2024, atingindo 32.202 tCO₂e — valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 90, entre os piores do país nesse indicador. A existência de apenas 1 unidade de destinação registrada em 2022 (mesmo patamar da mediana nacional, mas muito aquém das 10 unidades médias do estado) reforça a limitação da infraestrutura de tratamento de resíduos frente ao crescimento das emissões associadas.
As emissões totais de GEE do município somaram 336.111 tCO₂e em 2024, com queda de 30,2% desde 2010, mas ainda 2,4 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 72. As emissões de energia cresceram 29,5% no período, chegando a 108.060 tCO₂e (percentil 82), indicando que o setor energético é hoje o principal vetor de pressão de carbono do município, superando proporcionalmente o crescimento populacional e de infraestrutura urbana. Essa combinação de crescimento em energia e resíduos, associada a uma cobertura de esgoto ainda insuficiente, evidencia que os investimentos em saneamento, embora em expansão, não têm sido acompanhados de ganhos equivalentes em gestão de resíduos e eficiência energética.
Do ponto de vista de eventos climáticos, o registro de 2016 aponta 1 ocorrência de cheia e 6 de seca, valores que superam a mediana nacional (zero em ambos os casos), embora estejam muito abaixo dos totais estaduais (226 cheias e 134 secas), sugerindo exposição real, porém pontual, a eventos hidrológicos extremos. Em síntese, Nova Venécia avança em cobertura de água e reduz o destino inadequado de resíduos
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
67.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
24.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
27.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
27.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
20.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
336.111 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.202 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
108.060 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
