Novo BarreiroRS

4.371 habitantes · IBGE 4313490

IA

Resumo socioambiental

Novo Barreiro/RS apresenta situação satisfatória em cobertura de água, mas revela fragilidades estruturais importantes em perdas hídricas e saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 98,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média do RS (88,1%), posicionando o município no percentil 83. Contudo, a perda de água saltou de níveis próximos a zero em 2015 para 47,9% em 2022 — um salto abrupto e persistente desde 2019 (variação de +378,7% no período), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a estadual (36,5%), no percentil 82 (pior faixa). Esse padrão sugere problema técnico ou de gestão na rede de distribuição que merece investigação prioritária, já que universalizar o acesso sem controlar perdas compromete a eficiência do sistema.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 53,2% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da média gaúcha (82,7%), no percentil 18. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos ainda afeta 32,5% dos domicílios — houve melhora expressiva desde 2010 (-41,1%), mas o indicador permanece muito acima da mediana nacional (14,9%) e sobretudo da UF (4,5%), no percentil 77 (pior faixa). Essa lacuna sanitária, entretanto, não se traduz em pressão relevante nas emissões de resíduos, que somaram 1.601 tCO₂e em 2024, valor bem inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), indicando que o problema é de infraestrutura de coleta e tratamento, não de geração de carga orgânica elevada.

No eixo climático, o município tem perfil de baixas emissões absolutas: o total de GEE caiu para 41.152 tCO₂e em 2024 (-23,2% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), assim como as emissões de energia (11.304 tCO₂e, percentil 39) e de resíduos, refletindo escala populacional reduzida (~4.371 habitantes) e baixa capacidade instalada de geração hidráulica, estagnada em 280 kW desde 2010 (percentil 6 nacional). Em recursos hídricos, o município já registrou eventos de cheia (3) e seca (6) em 2016, com percentis nacionais elevados (93 e 79, respectivamente), mas a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4,000) está em linha com a mediana nacional e acima da média estadual (3,895), sugerindo perspectiva relativamente estável no longo prazo, desde que os investimentos em redução de perdas de água e expansão do esgotamento sanitário sejam priorizados nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.0%

2022

83
2.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.9%

2022

18
378.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.2%

2022

18
19.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.5%

2022

23
41.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

140 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

140 kW

2024

5
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

41.152 tCO₂e

2024

83
23.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.601 tCO₂e

2024

93
3.7% no período

Emissões de energia

SEEG

11.304 tCO₂e

2024

61
9.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.