Novo CabraisRS

3.636 habitantes · IBGE 4313391

IA

Resumo socioambiental

Novo Cabrais/RS apresenta desempenho destacado em saneamento básico de coleta, mas mantém uma lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (88,1%), com evolução consistente desde 2008 (+14,0 pontos percentuais no período, partindo de patamares já elevados). A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021, muito acima da mediana nacional (87,8%) e do RS (49,5%). Entretanto, o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2010, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e a estadual de 30,8% — ou seja, o município coleta praticamente todo o esgoto gerado, mas não trata nada, o que representa passivo ambiental relevante e prioridade evidente para investimento.

A perda de água na distribuição está em 30,8% (2022), próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da média estadual (36,5%), mas com trajetória instável ao longo da série — chegou a 38,3% entre 2012 e 2015 e a 12,9% em 2019, indicando problemas de gestão operacional ou manutenção que merecem monitoramento contínuo. Já os indicadores censitários de resíduos sólidos são positivos: 95,0% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do RS (82,7%), com destinação inadequada caindo para apenas 2,8%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente acima do percentual estadual (4,5%).

Em relação a emissões de GEE, o município reduziu significativamente suas emissões totais, de 199.718 tCO₂e (2021) para 69.151 tCO₂e em 2024, uma queda de 35,7% no período recente, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também recuaram para 17.807 tCO₂e (2024), próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já as emissões de resíduos mostram tendência de leve alta, atingindo 6.080 tCO₂e em 2024 (+10,0% no período), valor próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e) — um padrão coerente com a ausência de tratamento de esgoto, que tende a gerar emissões adicionais de metano não mitigadas.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição tanto a eventos de cheia (5 registros, percentil 98 no estado) quanto de seca (4 registros, percentil 72), sinalizando vulnerabilidade climática que reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura de saneamento e gestão hídrica. Em síntese, Novo Cabrais avançou expressivamente em cobertura de água e coleta de esgoto e resíduos, mas o tratamento de esgoto nulo é o principal gargalo socioambiental do município, com potencial impacto na qualidade dos recursos hídricos locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.1%

2024

84
2.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

12.7%

2024

10
65.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

17.6%

2024

39

Perda de água

SNIS/SINISA

71.2%

2024

5
350.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.0%

2022

91
15.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.8%

2022

84
84.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

69.151 tCO₂e

2024

71
35.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.080 tCO₂e

2024

51
10.0% no período

Emissões de energia

SEEG

17.807 tCO₂e

2024

51
21.9% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.