Novo HorizonteBA

11.565 habitantes · IBGE 2923035

IA

Resumo socioambiental

Novo Horizonte/BA apresenta em 2022 cobertura de água de 100,0%, valor que supera a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (80,7%), colocando o município no percentil 100 do país nesse indicador. Contudo, a perda de água na distribuição, embora abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), saltou de 1,4% em 2017 para 22,3% em 2022, revertendo uma trajetória de forte eficiência observada entre 2015 e 2018 — um sinal de alerta para a gestão operacional do sistema, que merece investigação técnica sobre manutenção da rede.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A cobertura de coleta chega a apenas 40,1% em 2022 (percentil 8 nacional, muito abaixo da mediana de 76,9% e da UF, 69,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 54,3% dos domicílios, valor bem superior à mediana nacional (14,9%) e à média baiana (17,1%), posicionando Novo Horizonte no percentil 95 — entre os piores do país. Apesar da melhora histórica (66,1% em 2010 para 54,3% em 2022), o ritmo é insuficiente diante do padrão nacional, e essa carência sanitária provavelmente conecta-se ao patamar ainda relevante das emissões de resíduos, que somaram 5.345 tCO₂e em 2024, com alta de 29,9% desde 2010, embora abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 27,2% desde 2010, fechando 2024 em 28.812 tCO₂e, valor bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 11 (baixas emissões relativas). Entretanto, as emissões de energia cresceram expressivamente, de 3.492 tCO₂e (2010) para 12.708 tCO₂e (2024), alta de 263,9%, refletindo possivelmente a expansão de atividades ligadas à geração ou consumo energético local — coerente com a presença de 227 MW de potência eólica instalada, acima da mediana nacional (126 MW) e no percentil 72, indicando papel relevante do município na matriz eólica estadual.

Quanto a eventos hidroclimáticos, o registro de seca em 2016 foi de 7 ocorrências, no percentil 81 nacional, sinalizando maior vulnerabilidade à estiagem que a média do país, enquanto não houve registros de cheia no mesmo ano. Esse quadro reforça a necessidade de articular investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário com o monitoramento climático, dado que a fragilidade no saneamento básico pode se agravar em cenários de escassez hídrica.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.0%

2024

94
81.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

40.1%

2022

8
18.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

54.3%

2022

5
17.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

227 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

227 MW

2024

72
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

28.812 tCO₂e

2024

89
27.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.345 tCO₂e

2024

55
29.9% no período

Emissões de energia

SEEG

12.708 tCO₂e

2024

59
263.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.