Novo Horizonte do SulMS

4.811 habitantes · IBGE 5006259

IA

Resumo socioambiental

Novo Horizonte do Sul/MS apresentou em 2024 avanços expressivos no saneamento básico, embora ainda esteja abaixo dos parâmetros estaduais. A cobertura de água atingiu 66,6%, com salto de +24,9% frente à série histórica estável em torno de 53% entre 2010 e 2023, mas segue abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média estadual (87,8%), posicionando o município no percentil 41. A coleta de esgoto também avançou fortemente, de 42,2% (2023) para 57,7% (2024), aproximando-se da mediana nacional (59,9%), enquanto o tratamento de esgoto teve salto expressivo, de 5,7% para 67,1%, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a média estadual (48,1%) — colocando o município no percentil 74, um destaque positivo relevante.

Apesar dos ganhos no tratamento, persiste um descompasso: a perda de água caiu para 6,3% em 2024 (ante 12,1% em 2023), valor muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (29,4%), situando o município no percentil 3 — um dos melhores desempenhos do país nesse quesito. Por outro lado, o descarte inadequado de resíduos domiciliares ainda afeta 30,7% dos domicílios (2022), bem acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (9,8%), indicando que a modernização do saneamento de água e esgoto não foi acompanhada na mesma intensidade pela gestão de resíduos sólidos, cujas emissões (2.532 tCO₂e em 2024) cresceram +17,6% desde 2010.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram para 222.264 tCO₂e em 2024, uma redução de 46,6% em relação a 2010, após picos expressivos em 2019 e 2021 (450.824 e 733.874 tCO₂e, respectivamente), sinalizando maior controle nos últimos anos, embora o valor ainda supere a mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, por sua vez, cresceram 48% desde 2010, atingindo 8.080 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros únicos de cheia e seca (2016) não permitem avaliação de tendência recente, mas reforçam a necessidade de monitoramento hidrológico contínuo.

Em síntese, o município demonstra trajetória positiva e acelerada em saneamento de água e esgoto entre 2023 e 2024, com destaque para o tratamento de esgoto e o controle de perdas de água, ambos superando parâmetros nacionais. Contudo, a gestão de resíduos sólidos domiciliares permanece como o principal ponto de atenção, exigindo investimentos que acompanhem o ritmo observado nos demais indicadores de saneamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.6%

2024

41
24.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

57.7%

2024

48
36.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

67.1%

2024

74
1071.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.3%

2024

97
2.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.3%

2022

38
26.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.7%

2022

25
32.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

222.264 tCO₂e

2024

37
46.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.532 tCO₂e

2024

81
17.6% no período

Emissões de energia

SEEG

8.080 tCO₂e

2024

69
48.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.