Novo MundoMT

6.444 habitantes · IBGE 5106265

IA

Resumo socioambiental

Novo Mundo/MT apresenta quadro de saneamento básico crítico e substancialmente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 44,5% em 2022, bem inferior à mediana nacional (76,5%) e ao valor de Mato Grosso (87,2%), posicionando o município no percentil 15 do país. A coleta domiciliar de resíduos também é insuficiente, cobrindo apenas 48,4% dos domicílios em 2022, contra mediana nacional de 76,9%. Como consequência direta dessa lacuna, o destino inadequado de resíduos atinge 50,2% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e quase cinco vezes o valor de MT (11,2%), colocando o município no percentil 93, entre os piores do país nesse indicador. Ainda assim, houve melhora relativa desde 2010, quando o destino inadequado chegava a 57,4%.

As emissões de gases de efeito estufa são expressivas para o porte populacional do município (~6.444 habitantes): 2.731.172 tCO₂e em 2024, no percentil 96 nacional, refletindo provavelmente uso da terra e atividades agropecuárias típicas da região amazônica/cerrado mato-grossense. Houve queda de 29,2% em relação ao pico da série, mas o patamar permanece muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, embora modestas em termos absolutos (4.123 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), cresceram 48,2% desde 2010 — trajetória coerente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada, sugerindo que parte da geração de metano e outros gases associados aos resíduos pode estar subestimada nas estatísticas oficiais, dado o descarte informal predominante.

O setor energético chama atenção pelo crescimento acelerado das emissões: 317,8% de aumento desde 2010, atingindo 48.533 tCO₂e em 2024 (percentil 69), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A potência hidráulica instalada permanece estável em 14 MW desde 2010, sem expansão, mas já acima da mediana nacional (10 MW). Não há registros relevantes de eventos hidrológicos extremos catalogados (uma ocorrência de cheia em 2016 e nenhuma seca), embora a série disponível seja limitada a esse único ano, o que reduz a robustez de qualquer conclusão sobre risco hidroclimático.

Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento aquém do padrão nacional — com reflexos diretos na gestão de resíduos — e um perfil de emissões elevado e crescente no setor energético, indicando a necessidade de investimentos articulados em ampliação de rede de água e coleta de resíduos, com potencial de mitigar simultaneamente indicadores sanitários e de emissões associadas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

38.4%

2024

11
27.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.9%

2024

64
268.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.4%

2022

14
13.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.2%

2022

7
12.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

14 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

14 MW

2024

58
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.731.172 tCO₂e

2024

4
29.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.123 tCO₂e

2024

65
48.2% no período

Emissões de energia

SEEG

48.533 tCO₂e

2024

31
317.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.