Novo PlanaltoGO

3.723 habitantes · IBGE 5215256

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Resumo socioambiental

Novo Planalto/GO apresenta cobertura de água de 73,2% em 2024, patamar igual à mediana nacional, mas bem abaixo do índice estadual de 88,8%. A série histórica mostra estagnação prolongada em torno de 65% entre 2010 e 2021, com salto atípico em 2022 (81,6%) seguido de recuo e nova alta em 2024 — padrão que sugere instabilidade na medição ou na operação do sistema, e não uma melhoria consolidada. A perda de água, de 28,6%, é o principal ponto de atenção: cresceu 14,3% desde 2010 e já supera a mediana nacional (29,1% está próxima, mas o município está pior que o estado, cujo índice é de 25,3%), indicando ineficiência crescente na distribuição que compromete o ganho de cobertura.

No saneamento, a coleta domiciliar de resíduos atingiu 75,1% em 2022, avanço de 20% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante do padrão goiano (89,7%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos caiu de 37,5% para 24,6% no mesmo período — melhora expressiva, porém o indicador permanece no percentil 67, ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros e muito acima da referência estadual (5,5%). Essa lacuna entre coleta e destinação adequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora pequenas em termos absolutos (2.189 tCO₂e em 2024, percentil 14), cresceram 21% na década, refletindo o aumento da geração sem acompanhamento proporcional na gestão final.

O quadro de emissões totais de GEE é o dado mais crítico do dossiê: 360.972 tCO₂e em 2024, no percentil 74 nacional — ou seja, o município emite mais que a grande maioria dos municípios brasileiros, mesmo tendo população pequena. O destaque negativo é o setor de energia, que saltou de 2.341 tCO₂e em 2010 para 12.692 tCO₂e em 2024, alta de 442%, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), o que limita a leitura de risco hidroclimático, mas não indica ausência de exposição, apenas falta de dados mais recentes.

Em síntese, Novo Planalto avança lentamente no saneamento básico, com melhora relevante na destinação de resíduos, mas enfrenta perdas crescentes no sistema de água e um perfil de emissões desproporcional ao seu porte populacional, especialmente pelo crescimento acelerado das emissões energéticas. A priorização de investimentos em redução de perdas hídricas e em fontes de energia mais limpas tende a gerar o maior impacto socioambiental combinado para o município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.2%

2024

50
12.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.6%

2024

51
14.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

75.1%

2022

47
20.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.6%

2022

33
34.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

360.972 tCO₂e

2024

26
2.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.189 tCO₂e

2024

86
21.0% no período

Emissões de energia

SEEG

12.692 tCO₂e

2024

59
442.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.