Novo RepartimentoPA

63.754 habitantes · IBGE 1505064

IA

Resumo socioambiental

Novo Repartimento/PA apresenta quadro de saneamento crítico, entre os piores do país. A cobertura de água atingiu apenas 7,7% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (55,0%), posicionando o município no percentil 1 — ou seja, praticamente todos os municípios brasileiros têm cobertura superior. A coleta de esgoto zerou em 2020 (percentil não informado, mas mediana nacional é 87,8%), enquanto a perda de água na distribuição chegou a 53,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%), posicionando o município no percentil 87 — entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção o fato de o tratamento de esgoto ter saltado de 0% em 2020 para 52,2% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e a UF (13,5%), o que sugere início de operação de estação de tratamento mesmo sem rede coletora expressiva, um descompasso que merece investigação.

Na dimensão de resíduos domiciliares, o quadro também é preocupante: apenas 50,9% dos domicílios têm coleta (2022), contra mediana nacional de 76,9%, e 43,7% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (23,2%), colocando o município no percentil 88 de gravidade. Essa deficiência de gestão de resíduos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram +58,9% entre 2010 e 2024, atingindo 27.502 tCO₂e, quase cinco vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 88.

O maior destaque ambiental do município são as emissões totais de GEE, que atingiram 12.969.620 tCO₂e em 2024 — no percentil 100 nacional, ou seja, entre as maiores emissões do Brasil, refletindo o perfil de uso da terra na Amazônia paraense. Houve queda de -57,9% frente a 2010, mas o patamar segue extremamente elevado e com forte volatilidade (picos em 2019, 2020 e 2023). As emissões de energia também cresceram +81,3% no período, atingindo 100.587 tCO₂e (percentil 81). Por fim, o índice de segurança hídrica de 2,000 (2035) está bem abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (2,861), no percentil 14, reforçando a vulnerabilidade estrutural do município em saneamento, resíduos e clima, que exige investimento prioritário e articulado entre essas frentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

20.5%

2024

3
518.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

6.0%

2024

5
160.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.4%

2024

44
4420.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.9%

2024

11
27.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

50.9%

2022

16
5.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.7%

2022

12
15.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

12.969.620 tCO₂e

2024

0
57.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

27.502 tCO₂e

2024

12
58.9% no período

Emissões de energia

SEEG

100.587 tCO₂e

2024

19
81.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.