Novo TiradentesRS

2.188 habitantes · IBGE 4313441

IA

Resumo socioambiental

Novo Tiradentes/RS apresenta cobertura de água de 100,0% em 2024, resultado superior à mediana nacional (73,2%) e à média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 100 do país. Contudo, esse resultado positivo é ofuscado pela perda de água na distribuição, que saltou para 40,7% em 2024 — nível acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (39,4%), colocando o município no percentil 73 (pior que a maioria). A série histórica revela que essa perda era baixa e estável até 2018 (em torno de 1,7–2,0%), sofreu um pico atípico em 2019–2020 (64,4%) e, após recuar em 2021–2022, voltou a crescer fortemente em 2023–2024, indicando possível deterioração da infraestrutura ou falha de medição que merece investigação técnica.

No saneamento de esgoto e resíduos sólidos, a situação é mais preocupante. Apenas 44,9% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), no percentil 11 — entre os piores do país. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 34,9% dos domicílios (2022), muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (4,5%), no percentil 80. Apesar da melhora expressiva desde 2010 (quando o destino inadequado era 69,6% e a coleta apenas 30,4%), o município ainda está distante do padrão gaúcho, e essa lacuna estrutural se reflete, ainda que modestamente, nas emissões de resíduos, que cresceram +8,0% entre 2023 e 2024 (para 1.307 tCO₂e), na contramão da tendência de queda das emissões totais.

Em termos climáticos, o município tem perfil de baixo impacto relativo: as emissões totais de GEE somaram 34.378 tCO₂e em 2024, com queda de -6,1% frente a 2023, e ficam muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 14. As emissões de energia, embora pequenas em termos absolutos (2.403 tCO₂e), cresceram +41,0% no último ano, movimento que contrasta com a trajetória geral de redução das emissões totais e merece monitoramento. A capacidade de geração hidráulica instalada permanece estagnada em 270 kW desde 2010, sem expansão da matriz local.

Por fim, os registros de eventos extremos (2016) mostram exposição relevante a secas (7 registros, percentil 81) e cheias (4 registros, percentil 96) frente ao padrão nacional, sinalizando vulnerabilidade hidroclimática que, combinada com as perdas crescentes na rede de água e a baixa cobertura de esgoto, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura hídrica e sanitária no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.7%

2024

27
1896.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.9%

2022

11
47.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.9%

2022

20
49.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

270 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

270 kW

2024

6
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

34.378 tCO₂e

2024

86
6.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.307 tCO₂e

2024

96
8.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.403 tCO₂e

2024

91
41.0% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.