Oeiras do ParáPA

36.377 habitantes · IBGE 1505205

IA

Resumo socioambiental

Oeiras do Pará apresenta quadro de saneamento básico crítico, entre os piores do país. A cobertura de água atinge apenas 15,1% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (50,9%), posicionando o município no percentil 2 — ou seja, praticamente todos os municípios brasileiros têm cobertura melhor. Essa condição se deteriorou -28,6% desde 2010, sem sinal de reversão. A perda de água na distribuição também é alarmante: 52,6% em 2024 (percentil 85, pior que a mediana nacional de 29,1%), com pico de 100% em 2023, evidenciando falhas graves de gestão operacional do sistema.

O esgotamento sanitário mostra um paradoxo aparente: o indicador SNIS de tratamento de esgoto (53,4% em 2022) supera a mediana nacional (33,3%), mas os dados censitários do IBGE revelam realidade oposta — apenas 41,5% dos domicílios têm coleta de lixo (percentil 9, muito abaixo dos 76,9% nacionais) e 55,5% têm destino inadequado de resíduos (percentil 96, entre os piores do Brasil, ante mediana nacional de apenas 14,9%). Essa discrepância sugere que o tratamento de esgoto formal atende uma parcela pequena e não representativa da população, enquanto a maioria dos domicílios carece de infraestrutura básica de manejo de resíduos.

No eixo de emissões, o município registrou salto expressivo: as emissões totais de GEE alcançaram 1.400.710 tCO₂e em 2024, variação de +946% desde 2010, situando Oeiras do Pará no percentil 93 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, coerentes com a precariedade do manejo de lixo já identificada, cresceram +71,3% na década, chegando a 12.411 tCO₂e (percentil 72). As emissões de energia também dobraram em relação a 2020, atingindo 45.968 tCO₂e (percentil 68), enquanto a capacidade de geração por biomassa permanece estagnada em 5 MW desde 2017, sem evolução que compense a trajetória de aumento das emissões.

Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento insuficiente — especialmente em água e manejo de resíduos sólidos — com trajetória crescente de emissões, indicando urgência de investimentos coordenados em abastecimento de água, redução de perdas na rede e ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, medidas que tendem a gerar ganhos socioambientais conjuntos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

15.1%

2024

2
28.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

53.4%

2022

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

52.6%

2024

15
25.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

41.5%

2022

9
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.5%

2022

4
6.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

5 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.400.710 tCO₂e

2024

7
946.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.411 tCO₂e

2024

28
71.3% no período

Emissões de energia

SEEG

45.968 tCO₂e

2024

32
192.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.