OiapoqueAP
30.481 habitantes · IBGE 1600501
Resumo socioambiental
Oiapoque apresenta um dos quadros de saneamento mais críticos do país. A cobertura de água atingiu 37,4% em 2024, com forte expansão recente (+310,9% desde 2010, saindo de patamares abaixo de 10%), mas ainda está muito distante da mediana nacional (73,2%) e da média do Amapá (71,3%), posicionando o município no percentil 10 do Brasil. A coleta de esgoto é praticamente inexistente, com apenas 1,5% em 2021 — ante mediana nacional de 59,9% — e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde pelo menos 2011, enquanto o Brasil trata em média 33,3% do esgoto gerado. Esse cenário de ausência quase total de coleta e tratamento é agravado pelo destino inadequado de resíduos em domicílios, que embora tenha caído de 25,6% (2010) para 19,3% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a média estadual (9,3%).
A perda de água na distribuição, embora ainda elevada, mostrou melhora expressiva: caiu de 74,8% (2010) para 45,8% em 2024 (-38,8%), indicando avanços operacionais recentes, especialmente entre 2022 e 2024. Ainda assim, o índice permanece muito acima da mediana nacional (29,1%) e da média do Amapá (38,7%), situando o município no percentil 79 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A combinação de baixa cobertura de água com perdas elevadas sugere que o esforço de ampliação do abastecimento ainda convive com ineficiências estruturais na rede.
No eixo climático, o município é fortemente sumidouro de carbono, com emissões líquidas de -7.088.863 tCO₂e em 2024, refletindo o estoque florestal da região amazônica — muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da magnitude do Amapá como um todo (-30.643.833 tCO₂e). Entretanto, as emissões setoriais de resíduos e energia crescem de forma consistente: resíduos passaram de 14.245 para 21.706 tCO₂e (+52,4% desde 2010, percentil 84) e energia saltou de 66.018 para 94.677 tCO₂e (+43,4%, percentil 80), ambas bem acima das medianas nacionais. Esse crescimento está coerente com a quase total ausência de tratamento de esgoto e coleta insuficiente, que tendem a gerar mais emissões por decomposição inadequada de resíduos.
Na matriz energética renovável, Oiapoque mantém potência solar estável em 4 MW desde 2017 (percentil 76) e biomassa em 21 MW desde 2015 (percentil 75), acima da mediana nacional em ambos os casos, embora sem crescimento recente. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, o município avança em cobertura de água e reduz perdas, mas o saneamento básico segue extremamente deficitário, com reflexos diretos no aumento das emissões de resíduos e energia — exigindo priorização urgente de investimentos em coleta e tratamento de esgoto para reverter esse quadro.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.5%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
45.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
25 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
4 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-7.088.863 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
21.706 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
94.677 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
