Olho d'Água das FloresAL
21.132 habitantes · IBGE 2705705
Resumo socioambiental
Olho d'Água das Flores apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho relativamente bom em cobertura de água, mas fragilidades importantes em perdas hídricas, saneamento e vulnerabilidade à seca. A cobertura de água chegou a 90,0% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (72,8%), posicionando o município no percentil 77 do país. Entretanto, a perda de água segue elevada, em 63,5% (2024), próxima ao patamar estadual (63,1%) e muito superior à mediana nacional (29,1%), colocando o município no percentil 92 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador, apesar da melhora acumulada de -18,7% desde 2010.
No saneamento, a cobertura de coleta de resíduos domiciliares caiu para 72,5% em 2022 (-5,2% desde 2010), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (79,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos subiu para 24,2%, superando a mediana do país (14,9%) e a média de Alagoas (13,0%), no percentil 66. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor: as emissões de resíduos aumentaram +32,2% entre 2010 e 2024, atingindo 11.663 tCO₂e, valor quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a piora na destinação inadequada tem custo climático crescente.
Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 54.972 tCO₂e em 2024, com queda de -10,2% desde 2010, situando-se no percentil 23 nacional — abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). Contudo, as emissões de energia cresceram +16,0% no período, chegando a 26.723 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando pressão crescente desse setor sobre o balanço de emissões local.
Do ponto de vista climático, os dados de 2016 mostram ausência de registros de cheia, mas 18 registros de seca observada, situando o município no percentil 98 nacional para esse indicador — evidência de forte exposição à estiagem, compatível com o perfil do semiárido alagoano. Essa vulnerabilidade reforça a importância de reduzir as perdas de água na distribuição, dado que o desperdício de recursos hídricos é especialmente crítico em contexto de escassez recorrente.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
63.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
24.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
54.972 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
11.663 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
26.723 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
18
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
