Olho d'Água do CasadoAL

8.522 habitantes · IBGE 2705804

IA

Resumo socioambiental

Olho d'Água do Casado/AL apresenta quadro socioambiental heterogêneo, com avanço recente no abastecimento de água mas fragilidades estruturais no saneamento e na gestão hídrica. A cobertura de água atingiu 77,6% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (58,2%), superando a mediana nacional (76,5%) e ficando muito próxima da média estadual (76,9%), no percentil 51. Entretanto, a perda de água na distribuição chegou a 53,5% em 2022, valor muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média de Alagoas (43,9%), posicionando o município no percentil 87 — ou seja, entre os piores do país. Essa combinação sugere que o ganho de cobertura não veio acompanhado de eficiência operacional, o que compromete a sustentabilidade do sistema e eleva custos.

No saneamento, a coleta de esgoto é declarada em 100% (2020), mas o tratamento é 0% no mesmo ano, indicando que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento — um risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais. Pelo Censo, a realidade domiciliar é mais crítica: apenas 59,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (79,1%), no percentil 25, enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 38,6% das residências, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e muito acima da média de Alagoas (13,0%), no percentil 84. Essa discrepância entre os dados de prestador (SNIS) e de domicílios (Censo) aponta para desigualdade de acesso dentro do município, provavelmente concentrada em áreas rurais ou periféricas.

As emissões de GEE do município saltaram para 57.245 tCO₂e em 2024, alta de 82,3% em relação a 2023 e o maior valor da série histórica, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 25. As emissões de resíduos, coerentes com a baixa cobertura de tratamento de esgoto, mantêm-se estáveis em torno de 3.900 tCO₂e, patamar inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já as emissões de energia caíram para 3.064 tCO₂e em 2024, após pico atípico em 2022 (10.393 tCO₂e), sugerindo evento pontual a ser investigado.

Do ponto de vista climático, o município está historicamente exposto a eventos extremos: em 2016 registrou 19 ocorrências de seca, no percentil 99 nacional, e ao menos 1 registro de cheia, no percentil 76 — reforçando a vulnerabilidade hídrica e a urgência de reduzir perdas na rede de abastecimento e investir em infraestrutura de tratamento de esgoto, sobretudo diante do histórico de estiagem severa que caracteriza a região do sertão alagoano.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

63.9%

2024

37
22.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

86.2%

2024

2
4.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.6%

2022

25
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.6%

2022

16
10.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

57.245 tCO₂e

2024

75
82.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.928 tCO₂e

2024

66
23.4% no período

Emissões de energia

SEEG

3.064 tCO₂e

2024

88
16.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

19

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.