OlindaPE
365.402 habitantes · IBGE 2609600
Resumo socioambiental
Olinda apresenta em 2024 cobertura de água de 85,9%, acima da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (71,4%), posicionando o município no percentil 70. Entretanto, houve retrocesso relevante frente ao período 2018-2022, quando a cobertura chegou a 100,0%; a queda para 88,5% em 2023 e 85,9% em 2024 sugere descontinuidade operacional ou mudança metodológica que merece investigação. A perda de água, embora ainda alta em termos absolutos (43,8%), mostrou melhora expressiva desde 2010 (-36,0%), mas permanece acima da mediana nacional (29,1%) e do patamar estadual (39,3%), indicando ineficiência persistente na distribuição.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta atingiu apenas 36,7% em 2024, abaixo da mediana nacional (59,9%) e ligeiramente inferior à média estadual (37,6%), com trajetória de queda desde o pico de 47,0% em 2021. O tratamento de esgoto, em 43,1%, supera a mediana nacional (33,3%) e o patamar estadual (33,7%), mas essa vantagem relativa é limitada pelo baixo volume coletado — ou seja, trata-se proporcionalmente bem o pouco esgoto que é captado. O município conta com apenas 3 ETEs (2020), no percentil 93 nacional, o que evidencia capacidade instalada superior à média, mas insuficiente para elevar a cobertura de coleta.
Do lado dos resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são favoráveis: 87,2% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e estadual (76,8%), e o destino inadequado é de apenas 5,8%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, esse quadro contrasta fortemente com as emissões de resíduos, que somaram 224.038 tCO₂e em 2024, com crescimento de 44,0% desde 2010 e situando Olinda no percentil 99 nacional — um dos indicadores mais alarmantes do dossiê. Isso sugere que a boa cobertura de coleta não se traduz em destinação ambientalmente eficiente, possivelmente por concentração de resíduos em aterros sem aproveitamento energético ou compostagem, com apenas 1 unidade de destinação registrada (2021).
Em termos de emissões totais, Olinda registrou 524.441 tCO₂e em 2024, no percentil 81 nacional, com queda de 10,7% nas emissões de energia desde 2010 — indicando avanços na matriz energética ou eficiência —, mas crescimento acentuado nas emissões de resíduos, que hoje representam a maior parcela de pressão ambiental. A combinação de baixa cobertura de esgoto, alta perda de água e emissões de resíduos no topo do ranking nacional aponta para a necessidade de investimentos prioritários em ampliação da rede coletora e em gestão de resíduos sólidos, para reverter tendências que colocam Olinda em desvantagem frente à média nacional em indicadores estruturais de saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
36.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
43.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
43.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Clima
Emissões de GEE
SEEG
524.441 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
224.038 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
301.429 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
