OliveiraMG
40.552 habitantes · IBGE 3145604
Resumo socioambiental
Oliveira/MG apresenta situação de saneamento consideravelmente acima dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2024, superando a mediana brasileira de 73,2% e a média mineira de 83,3% (percentil 100), com salto expressivo a partir de 2019. A coleta de esgoto também está em 100,0% (percentil 100 nacional), e o tratamento de esgoto evoluiu de forma notável, saindo de apenas 2,4% em 2010 para 99,4% em 2024 — variação de mais de 4.000% no período —, bem acima da mediana nacional de 33,3% e da UF (44,6%). Essa evolução no tratamento provavelmente reflete investimentos recentes na única ETE registrada no município (2020), embora o dado de infraestrutura esteja desatualizado frente à cobertura já universalizada.
Apesar do avanço no tratamento, a perda de água na distribuição ainda é um ponto de atenção: 32,8% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%), ainda que abaixo da média estadual (35,8%). A série mostra oscilação sem tendência consistente de queda, com mínima de 28,9% em 2019 e picos acima de 45% em anos anteriores, indicando necessidade de ações contínuas de manutenção da rede. Do lado dos resíduos sólidos, o município tem 93,8% dos domicílios com coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (86,1%), e destinação inadequada de apenas 4,9%, bem inferior à mediana nacional (14,9%), embora ligeiramente acima da média estadual (7,4%).
No eixo climático, o quadro é menos favorável. As emissões totais de GEE alcançaram 377.283 tCO₂e em 2024, no percentil 75 nacional, com alta de 20,7% desde 2010. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões cresceram 57,6% no período, atingindo 208.479 tCO₂e (percentil 90) — crescimento que contrasta com a estagnação da matriz renovável local: a potência hidráulica permanece em 3 MW desde 2010 e a biomassa estabilizou em 696 kW desde 2012, ambas com participação marginal frente às médias estaduais. As emissões de resíduos também cresceram (22,9% desde 2010, para 24.504 tCO₂e, percentil 86), o que chama atenção mesmo diante da boa cobertura de coleta, sugerindo que o problema está mais concentrado na gestão da destinação final do que na coleta em si.
Em síntese, Oliveira apresenta desempenho de saneamento exemplar frente aos padrões nacionais e estaduais, com universalização de água, esgoto e tratamento. Contudo, esse avanço não se traduziu em controle das emissões, que seguem em trajetória de alta, especialmente no setor energético, exigindo atenção dos gestores para eficiência energética e fontes renováveis, além de manutenção da rede de abastecimento para reduzir perdas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
99.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
32.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2021
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
4 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
377.283 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
24.504 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
208.479 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
