OriximináPA

72.460 habitantes · IBGE 1505304

IA

Resumo socioambiental

Oriximiná apresenta um quadro de saneamento em deterioração acentuada, com a cobertura de água caindo de 100% em 2022 para apenas 24,1% em 2023 (queda de -75,9%), posicionando o município muito abaixo da mediana nacional de 73,2% e mesmo do patamar estadual de 50,9%. Esse colapso na cobertura coincide com um salto expressivo nas perdas de água, que atingiram 100% em 2023 e recuaram parcialmente para 62,2% em 2024 — ainda assim, mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e acima da própria média paraense (51,8%), colocando o município no percentil 91 nacional, ou seja, entre os piores desempenhos do país nesse indicador. A combinação de queda abrupta de cobertura com perdas elevadas sugere problemas operacionais ou de reporte no sistema de abastecimento que merecem investigação prioritária pela gestão local.

No manejo de resíduos sólidos, a situação também é preocupante: 33% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos em 2022, patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (23,2%), posicionando Oriximiná no percentil 78 nacional. Embora tenha havido melhora de -21,6% desde 2010, a cobertura de coleta de resíduos está em apenas 63,1%, abaixo da mediana do país (76,9%) e do Pará (71,0%). Esse déficit de saneamento básico se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram +63,4% entre 2010 e 2024, atingindo 34.176 tCO₂e — quase seis vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 90.

Do ponto de vista climático, Oriximiná mantém um perfil de sumidouro líquido de carbono, com emissões totais negativas de -32,2 milhões de tCO₂e em 2024 (variação de -1,5%), resultado do estoque florestal amazônico que compensa largamente as emissões antrópicas do setor de energia (574.737 tCO₂e, +11,6% desde 2010, percentil 97) e de resíduos. Esse resultado positivo no balanço de carbono não deve mascarar os desafios estruturais de infraestrutura urbana: o município conta com expressiva capacidade instalada de biomassa (61 MW, percentil 87), mas isso convive com um sistema de água e esgoto frágil, o que reforça a necessidade de investimentos em saneamento como prioridade para reverter indicadores sociais que hoje destoam negativamente da média nacional e estadual.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

24.1%

2023

75.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

62.2%

2024

9
89.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.1%

2022

30
8.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.0%

2022

22
21.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

61 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-32.212.622 tCO₂e

2024

100
1.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

34.176 tCO₂e

2024

10
63.4% no período

Emissões de energia

SEEG

574.737 tCO₂e

2024

3
11.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.