OurémPA

18.675 habitantes · IBGE 1505403

IA

Resumo socioambiental

Ourém/PA apresenta quadro crítico no saneamento básico, com cobertura de água de apenas 11,0% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (55,0%), posicionando o município no percentil 1 do país. A série histórica mostra estagnação e até retração desde 2008 (12,9%), evidenciando ausência de investimentos estruturantes no setor ao longo de mais de uma década. A perda de água, embora tenha recuado para 42,3% em 2022 (melhora de 3,4% em relação ao ano anterior), permanece bem superior à mediana nacional (29,9%) e à do Pará (34,5%), indicando ineficiência operacional relevante mesmo com a baixa cobertura do serviço.

Em contraste, o manejo de resíduos sólidos domiciliares mostrou avanço expressivo: a coleta atingiu 85,2% dos domicílios em 2022, saltando de 61,6% em 2010, superando a mediana nacional (76,9%) e o percentil 66. O destino inadequado de resíduos também caiu de forma acentuada, de 38,4% (2010) para 13,8% (2022), ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e melhor que a média estadual (23,2%). Esse progresso na gestão de resíduos, porém, não se traduziu em redução das emissões associadas: as emissões do setor de resíduos cresceram 56,4% entre 2010 e 2024, atingindo 8.076 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a ampliação da coleta ainda não foi acompanhada por tratamento ou destinação de menor impacto climático.

No balanço de emissões totais de GEE, Ourém reduziu suas emissões em 29,2% entre 2010 e 2024 (de 886 mil para 627.510 tCO₂e), mas o valor ainda é muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 84 — entre os mais emissores do país, provavelmente refletindo o peso do uso da terra e agropecuária característico da região amazônica. As emissões de energia também recuaram (-14,8%), mas permanecem acima da mediana nacional. Já o único registro de cheia disponível (2016) situa o município no percentil 76 nacional, sinalizando exposição a eventos hidrológicos extremos que, combinada à baixíssima cobertura de água tratada, reforça a vulnerabilidade socioambiental da população local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

10.9%

2024

2
15.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.8%

2024

9
32.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.2%

2022

66
38.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.8%

2022

52
64.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

627.510 tCO₂e

2024

16
29.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.076 tCO₂e

2024

41
56.4% no período

Emissões de energia

SEEG

25.531 tCO₂e

2024

44
14.8% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.