Ourilândia do NortePA
34.905 habitantes · IBGE 1505437
Resumo socioambiental
Ourilândia do Norte apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços pontuais no saneamento básico e por uma deterioração expressiva no perfil de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 93,4% em 2020, bem acima da mediana nacional (73,2%) e do patamar do Pará (50,9%), com trajetória de crescimento desde 2010. Em contraste, o esgotamento sanitário é crítico: a coleta de esgoto caiu para 4,7% em 2013 (última medição disponível), muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (19,8%), com tratamento igual a 0,0% no mesmo ano — situação que expõe o município a riscos sanitários e ambientais significativos, especialmente diante da ausência de dados mais recentes que permitam avaliar eventual melhora.
No que se refere aos resíduos domiciliares, o município está em posição intermediária: a coleta domiciliar chegou a 80,5% em 2022 (percentil 57 nacional), superior à mediana do país (76,9%) e do Pará (71,0%), mas o destino inadequado de resíduos ainda afeta 17,8% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%), embora com queda relevante desde 2010 (-28,1%). Essa combinação de coleta relativamente boa com destinação final ainda problemática é coerente com o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 8.922 tCO₂e em 2010 para 16.996 tCO₂e em 2024 (+90,5%), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 80.
O dado mais crítico do dossiê é a explosão das emissões totais de GEE, que saltaram de valores negativos (indicando captura líquida de carbono) ao longo da década de 2010 para 9.206.662 tCO₂e em 2024, variação de +755% desde 2010 e percentil 99 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). Essa reversão abrupta, concentrada a partir de 2020, sugere perda acelerada de cobertura vegetal ou mudança de uso da terra, tema que demanda investigação prioritária por parte da gestão local, dado o contraste com o histórico de município sumidouro de carbono. As emissões de energia, embora tenham recuado 23,9% desde o pico em 2015, ainda somam 101.086 tCO₂e em 2024, também bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Em síntese, Ourilândia do Norte combina indicadores de água e coleta de resíduos relativamente favoráveis frente ao cenário nacional com deficiências estruturais graves em esgotamento sanitário e uma trajetória preocupante de emissões, sobretudo as ligadas à mudança de uso da terra. A ausência de atualizações recentes em esgoto, perdas de água e eventos hidrológicos (cheias e secas, ambos zerados em 2016) limita o monitoramento contínuo, reforçando a necessidade de investimentos em saneamento e de ações de controle do desmatamento para reverter a tendência de emissões.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.4%
2020
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.7%
2013
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2013
Perda de água
SNIS/SINISA
12.7%
2020
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
9.206.662 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.996 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
101.086 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
