OurizonaPR

3.206 habitantes · IBGE 4117404

IA

Resumo socioambiental

Ourizona apresenta infraestrutura de saneamento consolidada e emissões modestas frente ao contexto nacional. A cobertura de água atingiu 94,9% em 2024, patamar acima da mediana brasileira (73,2%) e do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 85. Vale notar, porém, que o indicador recuou frente à série histórica de 100% mantida entre 2013 e 2022, caindo para 90,2% em 2023 e recuperando-se parcialmente em 2024 — sinal de que a universalização anterior não foi sustentada. A perda de água, por sua vez, é o ponto mais crítico: 29,4% em 2024, com alta de 2,5 p.p. no último ano, praticamente empatada com a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (29,0%), no percentil 51. Essa perda elevada, combinada à queda de cobertura, sugere fragilidades operacionais na gestão da rede que merecem atenção prioritária, especialmente por conviverem com um serviço que já foi referência de universalização.

No manejo de resíduos sólidos, o município tem desempenho comparativamente forte: 96,0% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 94, acima da mediana nacional de 76,9% e da UF de 90,0%), e apenas 3,9% com destino inadequado, redução de 54,9% frente a 2010, também melhor que o Paraná (5,6%) e muito superior à mediana brasileira (14,9%). Essa evolução positiva na destinação de resíduos, contudo, não se reflete nas emissões do setor, que cresceram 29,1% na série (2010–2024), atingindo 2.117 tCO₂e em 2024 — um paradoxo que indica que a melhoria na cobertura de coleta não foi acompanhada de tratamento adequado que reduza a decomposição orgânica e a geração de metano.

Em emissões totais de GEE, Ourizona figura no percentil 20 nacional, com 47.723 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana do país (138.513 tCO₂e), refletindo o porte pequeno do município. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que passaram de patamares residuais (46 tCO₂e em 2019) para 4.745 tCO₂e em 2024 — alta de 245% na série, embora ainda distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, o município deve priorizar a redução das perdas de água e a modernização do tratamento de resíduos, mantendo o bom desempenho relativo em cobertura de serviços básicos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.9%

2024

85
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.4%

2024

49
2.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.0%

2022

94
5.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.9%

2022

80
54.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

47.723 tCO₂e

2024

80
10.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.117 tCO₂e

2024

86
29.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.745 tCO₂e

2024

80
245.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.