Ouro BrancoAL
11.699 habitantes · IBGE 2706109
Resumo socioambiental
Ouro Branco/AL apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 27,4% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média estadual de 76,9%, posicionando o município no percentil 5 — entre os piores do país. Mais grave ainda é a trajetória: a cobertura vinha de 48,0% em 2012 e recuou continuamente, uma queda de 14,5% no período recente, ao mesmo tempo em que a perda de água na distribuição saltou para 69,8% em 2022 (variação de +104,7% desde 2008), superando de longe a mediana nacional de 29,9% e colocando o município no percentil 96 — ou seja, entre os piores 4% do Brasil em ineficiência hídrica. Essa combinação sugere rede de distribuição extremamente deteriorada, com perdas físicas que provavelmente comprometem a capacidade de ampliar o acesso à população.
No manejo de resíduos sólidos, a situação também é preocupante, embora menos extrema. A coleta domiciliar alcançou 66,6% dos domicílios em 2022 (percentil 34), abaixo da mediana nacional de 76,9%, enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 32,9% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (13,0%), posicionando o município no percentil 78 em situação desfavorável. Essa deficiência na destinação final tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram 82,5% entre 2010 e 2024, chegando a 5.523 tCO₂e, patamar próximo à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas com trajetória de alta constante que acompanha o aumento populacional e a persistência de disposição inadequada.
Em termos de emissões totais de GEE, Ouro Branco mantém volume relativamente baixo em comparação nacional — 35.692 tCO₂e em 2024, no percentil 14, muito distante da mediana de 138.513 tCO₂e —, mas a tendência é de crescimento acelerado, com alta de 3,3% apenas no último ano e alta acumulada expressiva desde o mínimo de 2016 (21.725 tCO₂e). As emissões de energia lideram esse crescimento recente (+34,0% na série, chegando a 5.779 tCO₂e), seguidas pelas de resíduos, indicando que a expansão urbana e o aumento no consumo energético têm superado eventuais ganhos de eficiência.
Por fim, os dados hídricos da ANA (2016) mostram ausência de registros de cheia, mas forte incidência de seca observada (20 registros), acima da mediana nacional (0) e representativa dentro do contexto estadual (percentil 99 considerando o total de Alagoas). Essa vulnerabilidade à escassez hídrica reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento, já que a baixa cobertura de água associada a perdas elevadas agrava a exposição do município a períodos de estiagem, exigindo ação coordenada entre gestão de recursos hídricos, saneamento e planejamento urbano.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
20.6%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
89.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
66.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
32.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
35.692 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.523 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.779 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
20
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
