Ouro BrancoRN

5.071 habitantes · IBGE 2408508

IA

Resumo socioambiental

Ouro Branco/RN apresenta um saneamento básico com resultados contrastantes. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a média do Rio Grande do Norte (42,3%), colocando o município no percentil 100 do país — um avanço expressivo frente aos 30,7% registrados em 2012. Entretanto, esse esgoto coletado não recebe nenhum tratamento: a taxa de tratamento é 0,0% desde pelo menos 2012, enquanto a mediana nacional em 2022 era de 37,7%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado é despejado in natura no ambiente, representando um passivo ambiental relevante que não aparece nos indicadores de cobertura.

No abastecimento de água, a cobertura chegou a 75,7% em 2022, próxima da mediana nacional (76,5%) e um pouco abaixo da média estadual (79,8%), posicionando o município no percentil 49. A série histórica é bastante instável, com picos de até 99,9% (2018) e quedas acentuadas, sugerindo problemas de continuidade ou consistência no reporte dos dados. A perda de água na distribuição, de 35,4% em 2022, é maior que a mediana nacional (29,9%), embora ainda inferior à média do RN (46,1%); a trajetória de queda desde 2020 (45,8% para 35,4%) é positiva, mas o indicador ainda revela ineficiência na rede.

Quanto aos resíduos sólidos, 73,5% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (86,4%), com percentil 44. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 25,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e bem acima da média do RN (9,3%), no percentil 67 — um dos pontos mais críticos do dossiê. Essa fragilidade se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram +88,0% entre 2010 e 2024, chegando a 3.721 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória contrária à de outras fontes emissoras do município.

Em termos climáticos, o município apresenta emissões totais de GEE muito baixas frente ao país: 3.452 tCO₂e em 2024, no percentil 4 nacional, com queda acentuada de 90,5% desde 2010, puxada por reduções expressivas a partir de 2021. Já as emissões de energia cresceram +222,1% no período, atingindo 2.279 tCO₂e em 2024, ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros hídricos de 2016 mostram ausência de cheias, mas 9 registros de seca, valor abaixo da média estadual (1.483) porém no percentil 85 nacional, indicando maior exposição relativa a eventos de estiagem que reforça a importância de qualificar a gestão hídrica e de saneamento já apontada como prioritária.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.8%

2024

30
15.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

226.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

32.6%

2024

42
37.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.5%

2022

44
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.0%

2022

33
14.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

3.452 tCO₂e

2024

96
90.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.721 tCO₂e

2024

68
88.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.279 tCO₂e

2024

92
222.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.