Ouro VelhoPB

2.998 habitantes · IBGE 2510600

IA

Resumo socioambiental

Ouro Velho/PB apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água caiu para 49,2% em 2024, retração de -24,2% frente à série histórica e valor muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da própria média estadual (59,5%), posicionando o município no percentil 20 do país. A perda de água, por sua vez, atingiu 49,9% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à média da Paraíba (41,7%), colocando o município no percentil 83 (pior desempenho). Essa combinação de queda na cobertura com alta perda física de água sugere problemas estruturais na rede de abastecimento, possivelmente agravados por falta de investimento em manutenção.

Em contraste, a coleta de esgoto evoluiu positivamente, alcançando 99,8% em 2021 (+40,1% desde 2014), superando com folga a mediana nacional (59,9%) e estadual (55,9%). Entretanto, esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2014 até o último dado de 2022, enquanto a mediana nacional é de 33,3% e a estadual de 47,7%. Isso significa que o esgoto coletado é descartado sem tratamento, o que pode comprometer corpos hídricos e a saúde pública — um paradoxo entre boa cobertura de coleta e nenhum tratamento efetivo.

No eixo de resíduos sólidos, houve melhora: o destino inadequado de domicílios caiu para 28,5% em 2022 (-11,3% desde 2010), mas ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da estadual (15,4%), no percentil 72 (pior faixa). Essa realidade é coerente com a redução das emissões de resíduos, que caíram para 1.385 tCO₂e em 2024 (-52,0% desde 2010), indicando possível redução na geração ou mudança na gestão de resíduos, ainda que a destinação final permaneça problemática.

Do ponto de vista climático, o município tem participação modesta nas emissões nacionais: o total de GEE foi de 8.912 tCO₂e em 2024 (-36,0% desde 2010), muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 5. Chama atenção, porém, o crescimento expressivo das emissões de energia, que mais que dobraram (+138,4%) no período, chegando a 2.334 tCO₂e em 2024 — um contraponto à tendência de queda nos demais setores e um ponto de atenção para políticas locais de eficiência energética. Os dados de eventos hidrológicos (seca e cheia) são de 2016 e mostram 15 registros de seca observada, indicando vulnerabilidade climática já identificada, mas sem atualização recente para monitoramento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

49.2%

2024

20
24.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.8%

2021

40.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

Perda de água

SNIS/SINISA

49.9%

2024

17
4.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.8%

2022

40
4.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.5%

2022

28
11.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

8.912 tCO₂e

2024

95
36.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.385 tCO₂e

2024

95
52.0% no período

Emissões de energia

SEEG

2.334 tCO₂e

2024

91
138.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

15

2016

5
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.