Ouro Verde de GoiásGO

4.108 habitantes · IBGE 5215405

IA

Resumo socioambiental

Ouro Verde de Goiás apresenta indicadores de saneamento abaixo da mediana nacional e distantes do desempenho médio de Goiás, configurando um dos principais desafios socioambientais do município. A cobertura de água chegou a 65,0% em 2022, recuando frente aos 71,7% de 2021 e ficando no percentil 36 nacional (mediana Brasil de 76,5%; UF de 89,1%). A perda de água, de 19,6%, é menor que a mediana nacional (29,9%) e a da UF (27,8%), posicionando o município favoravelmente nesse quesito (percentil 23, onde valores baixos são positivos), mas a série mostra oscilação relevante desde 2008, sem tendência de queda consistente. Já a coleta de esgoto atinge apenas 68,7% dos domicílios, também abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 32,0% (2010) para 21,8% (2022), ainda supera a mediana do país (14,9%) e principalmente a de Goiás (5,5%), colocando o município no percentil 63 — pior que a maioria dos municípios brasileiros nesse indicador.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 145.187 tCO₂e em 2024, com alta de 46,9% desde 2010 e leve aceleração nos últimos anos, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 52. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram de patamares estáveis (~3.800 tCO₂e) para 29.591 tCO₂e em 2024, alta de 673,5% no período, impulsionada por forte crescimento em 2022-2023 — resultado que já supera a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e coloca o município no percentil 59. Em contraste, as emissões de resíduos, de 2.424 tCO₂e em 2024, seguem bem abaixo da mediana do país (6.191 tCO₂e), no percentil 18, mesmo com o alto índice de destinação inadequada de resíduos — sugerindo que o problema sanitário local ainda não se traduz em pressão significativa sobre o balanço de emissões, mas indica risco de agravamento caso a gestão de resíduos não seja aprimorada.

Não há registros de eventos de cheia ou seca no município na série disponível (2016), enquanto o estado de Goiás registrou 29 e 20 ocorrências, respectivamente, no mesmo ano — não sendo possível avaliar tendência ambiental extrema recente por ausência de dados mais atuais.

Em síntese, o município apresenta desempenho satisfatório em perda de água e emissões de resíduos, mas exige atenção prioritária à ampliação da cobertura de água e esgoto, além de investigação sobre o expressivo crescimento das emissões do setor energético, que pode comprometer as metas climáticas locais nos próximos anos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

64.2%

2024

37
3.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.9%

2024

61
20.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.7%

2022

37
1.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.8%

2022

37
32.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

145.187 tCO₂e

2024

48
46.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.424 tCO₂e

2024

82
21.5% no período

Emissões de energia

SEEG

29.591 tCO₂e

2024

41
673.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.