Ouro Verde do OestePR

7.031 habitantes · IBGE 4117453

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Resumo socioambiental

Ouro Verde do Oeste apresenta em 2024 cobertura de água de 74,6%, abaixo do índice máximo de 100% observado entre 2020 e 2021, e ainda distante da média estadual do Paraná (89,5%), embora ligeiramente acima da mediana nacional (73,2%, percentil 52). A perda de água no sistema de abastecimento, indicador em que menor é melhor, caiu para 25,9% em 2024, uma redução expressiva de 17,7% em relação ao ano anterior, posicionando o município abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (29,0%), com percentil 42 — um resultado positivo que sugere ganhos recentes de eficiência operacional, ainda que a série histórica mostre oscilações consideráveis desde 2010.

No saneamento domiciliar, a cobertura de coleta de resíduos atingiu 79,1% em 2022, com crescimento de 11,1 pontos percentuais desde 2010, superando a mediana nacional (76,9%) mas ainda aquém do padrão paranaense (90,0%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha recuado significativamente (-34,3% desde 2010), ainda atinge 18,9% dos domicílios em 2022, valor superior à mediana nacional (14,9%) e muito acima da referência estadual (5,6%), indicando uma lacuna relevante na gestão final de resíduos que ajuda a explicar o crescimento simultâneo das emissões do setor.

Em termos de emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 109.772 tCO₂e em 2024, queda de 6,0% frente ao ano anterior e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com percentil 43. Contudo, essa tendência de queda agregada esconde trajetórias distintas nos setores: as emissões de resíduos cresceram 41,2% desde 2010, atingindo 4.007 tCO₂e em 2024 — consistente com a persistência de destinação inadequada — enquanto as emissões de energia aumentaram 45,5%, chegando a 11.162 tCO₂e. Ambos os setores permanecem, porém, abaixo das medianas nacionais (6.191 e 18.929 tCO₂e, respectivamente), sugerindo que o desafio é mais de tendência de crescimento do que de magnitude absoluta.

Do ponto de vista hidroclimático, a potência hidráulica instalada manteve-se estável em 7 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (10 MW). Os registros de eventos extremos em 2016 mostram ausência de cheias, mas 3 ocorrências de seca observada, valor acima da mediana nacional (0) e no percentil 68, indicando maior vulnerabilidade relativa à estiagem — um fator que reforça a importância de monitorar as perdas no sistema de abastecimento de água como estratégia de resiliência hídrica.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.6%

2024

52
1.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.9%

2024

58
17.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.1%

2022

54
11.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.9%

2022

42
34.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

7 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

7 MW

2024

47
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

109.772 tCO₂e

2024

57
6.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.007 tCO₂e

2024

66
41.2% no período

Emissões de energia

SEEG

11.162 tCO₂e

2024

62
45.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.