PacajusCE
74.825 habitantes · IBGE 2309607
Resumo socioambiental
Pacajus apresenta quadro sanitário crítico, com saneamento básico muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água chegou a 44,5% em 2022, patamar inferior ao pico de 75,9% registrado em 2011, e bem distante da mediana nacional de 76,5% e da média do Ceará (69,9%), posicionando o município no percentil 15 do país. A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta atingiu apenas 2,7% dos domicílios em 2021 (percentil 3 nacional, contra mediana de 87,8%) e o tratamento ficou em 20,4% em 2022, também abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,3%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito inferior às 260 unidades do Ceará, o que ajuda a explicar o baixo desempenho no tratamento.
Chama atenção o agravamento das perdas de água, que saltaram de níveis residuais entre 2012 e 2017 para 42,2% em 2022 (variação de +30,5% no período recente), superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a cearense (38,5%) e situando Pacajus no percentil 75 — ou seja, entre os municípios com maiores perdas do país. Esse desperdício, combinado à baixa cobertura de água e à quase inexistente coleta de esgoto, evidencia fragilidade estrutural na gestão dos serviços de saneamento, mesmo havendo avanço na coleta de resíduos sólidos domiciliares, que passou de 82,2% (2010) para 88,7% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), com redução expressiva do destino inadequado de resíduos, de 17,8% para 6,5% no mesmo período.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 166.362 tCO₂e em 2024, alta de 14,6% em relação a 2023 e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 55. Destaca-se o forte crescimento das emissões de resíduos, que mais que dobraram desde 2010 (+77,5%), chegando a 43.163 tCO₂e em 2024 — valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 92, entre os piores do país nesse quesito. Esse dado reforça a fragilidade da gestão de resíduos e esgoto já identificada nos indicadores sanitários, sugerindo que a decomposição de resíduos sólidos e efluentes não tratados é um vetor relevante das emissões locais.
Do ponto de vista hidrológico, os registros de 2016 indicam exposição tanto a eventos de cheia (1 registro, percentil 76) quanto, principalmente, a episódios de seca (11 registros, percentil 88), sinalizando vulnerabilidade climática dupla. Em síntese, Pacajus enfrenta desafios estruturais concomitantes em saneamento básico, perdas hídricas crescentes e aumento de emissões associadas a resíduos, que juntos apontam para a necessidade prioritária de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, com potencial de mitigar tanto riscos sanitários quanto climáticos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
4.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
166.362 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
43.163 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
73.855 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
