PacaraimaRR

22.104 habitantes · IBGE 1400456

IA

Resumo socioambiental

Pacaraima/RR apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 39,2% em 2024, recuo de -6,6% frente ao início da série e distante da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (76,9%), posicionando o município no percentil 12 do país. A perda de água, por sua vez, chegou a 78,8% em 2024 — patamar altíssimo (percentil 97, muito acima da mediana nacional de 29,1% e da UF, 65,7%) —, indicando que a maior parte da água tratada e distribuída se perde antes de chegar ao consumidor, o que agrava a já baixa cobertura e compromete a eficiência dos investimentos no setor.

O esgotamento sanitário é ainda mais precário: a coleta de esgoto era de apenas 7,4% em 2018 (última medição disponível), com tratamento em 0,0%, contra medianas nacionais de 59,9% e 33,3%, respectivamente. Esse cenário se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que subiu para 47,3% em 2022 (percentil 91, entre os piores do país), e na queda de domicílios com coleta regular, de 54,1% em 2010 para 46,9% em 2022. A combinação de baixa cobertura de esgoto e destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar o aumento das emissões de resíduos, que somaram 7.472 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Do ponto de vista climático, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -1.842.397 tCO₂e em 2024, refletindo o papel da cobertura florestal amazônica remanescente — ainda que a magnitude do sumidouro tenha se reduzido frente a anos anteriores. Chama atenção, porém, o salto expressivo das emissões de energia, que passaram de 1.791 tCO₂e em 2022 para 60.824 tCO₂e em 2024 (aumento de +1.941,5%), superando a mediana nacional e sinalizando maior dependência de fontes fósseis, mesmo com capacidade instalada de biomassa em crescimento (9 MW) e solar estável (1 MW).

Em síntese, Pacaraima combina infraestrutura sanitária deficitária — com perdas de água extremas e esgotamento praticamente inexistente — a uma matriz energética que vem se tornando mais emissiva, apesar do papel ambiental positivo exercido pela vegetação nativa no balanço de carbono. A prioridade de gestão deveria recair sobre a redução de perdas hídricas, ampliação da coleta e tratamento de esgoto, e monitoramento do crescimento das emissões energéticas, temas que impactam diretamente a saúde pública e a sustentabilidade ambiental do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

39.2%

2024

12
6.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.4%

2018

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2018

Perda de água

SNIS/SINISA

78.8%

2024

3
22.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

46.9%

2022

12
13.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

47.3%

2022

9
3.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

10 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

55
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

1 MW

2024

55
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-1.842.397 tCO₂e

2024

99
11.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.472 tCO₂e

2024

43
11.7% no período

Emissões de energia

SEEG

60.824 tCO₂e

2024

26
1941.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.