PacatubaSE

12.709 habitantes · IBGE 2804904

IA

Resumo socioambiental

Pacatuba/SE apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores abaixo da média nacional na maioria das dimensões. A cobertura de água chegou a 60,9% em 2024, com crescimento de +52,7% desde 2010, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da UF (93,7%), posicionando o município no percentil 33. Mais crítica é a coleta de esgoto, que recuou para 28,0% em 2024 — queda de -72,0% em relação ao pico de 100% registrado em 2021 — ficando abaixo da mediana nacional (59,9%) e também da UF (51,6%), no percentil 21. Em contraste, o tratamento de esgoto evoluiu significativamente (+292,1% desde 2021), atingindo 41,4% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%), embora ainda abaixo da UF (46,0%).

A perda de água na distribuição é um ponto de atenção relevante: 57,4% em 2024, no percentil 88 nacional (pior que a grande maioria dos municípios brasileiros), indicando ineficiência operacional que compromete o aproveitamento do recurso captado, mesmo com avanços de cobertura. Esse cenário se reflete também na gestão de resíduos sólidos: apenas 44,9% dos domicílios têm coleta (Censo 2022), com percentil 11, enquanto o destino inadequado atinge 49,3% dos domicílios, no percentil 92 — um dos piores indicadores do dossiê. A existência de apenas 1 unidade de destinação (2023), estável desde 2016, corrobora a fragilidade da infraestrutura de resíduos, condizente com o aumento de +102,3% nas emissões de resíduos desde 2010, chegando a 6.081 tCO₂e em 2024, próximo da mediana nacional.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram -30,2% desde 2010, para 44.670 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 19 — resultado puxado principalmente pela queda de -44,0% nas emissões de energia. Contudo, essa tendência positiva é parcialmente contrarrestada pelo crescimento constante das emissões de resíduos, que já se aproximam da mediana nacional, evidenciando que o setor de saneamento e resíduos é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município, superando a trajetória de queda observada em outras fontes emissoras.

Em suma, Pacatuba avançou no tratamento de esgoto e na redução de emissões energéticas, mas enfrenta desafios estruturais graves na coleta de esgoto, no destino de resíduos sólidos e nas perdas de água — áreas em que os indicadores estão entre os piores do país. A queda abrupta na coleta de esgoto após 2021 merece investigação prioritária pelos gestores, assim como o direcionamento de investimentos para reduzir perdas hídricas e ampliar a destinação adequada de resíduos, dado o crescimento sustentado das emissões desse setor.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.9%

2024

33
52.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

28.0%

2024

21
72.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

41.4%

2024

55
292.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

57.4%

2024

12
18.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.9%

2022

11
91.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

49.3%

2022

8
35.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2023

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

44.670 tCO₂e

2024

81
30.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.081 tCO₂e

2024

51
102.3% no período

Emissões de energia

SEEG

4.050 tCO₂e

2024

83
44.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.