PacotiCE

11.442 habitantes · IBGE 2309805

IA

Resumo socioambiental

Pacoti/CE apresenta um quadro de saneamento básico frágil e aquém dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 40,7% em 2022, muito abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 12 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção o salto de 25,0% (2021) para 40,7% (2022), possível reflexo de ampliação pontual de rede, mas ainda insuficiente. A perda de água na distribuição, de 35,7% (2022), é maior que a mediana nacional (29,9%), embora ligeiramente inferior à média do Ceará (38,5%), indicando ineficiência operacional que compromete o próprio avanço da cobertura.

Na área de esgotamento sanitário, a coleta chegou a 56,9% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%), mas superior à média estadual (40,3%), resultando no percentil 30. Mais preocupante é a queda abrupta do tratamento de esgoto, que caiu de 84,7% (2021) para 45,4% em 2022 — uma retração de 54,6% em um único ano, sugerindo problema operacional ou de reporte em alguma das duas ETEs existentes no município. Ainda assim, esse patamar supera a mediana nacional (37,7%) e a média estadual (35,3%), colocando Pacoti no percentil 54. Pelo lado dos domicílios, o destino inadequado de resíduos caiu fortemente, de 32,1% (2010) para 8,8% (2022), ficando melhor que a mediana do país (14,9%) e do estado (14,6%), embora a coleta domiciliar (70,9%) ainda esteja abaixo da mediana nacional (76,9%).

Quanto às emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 43.163 tCO₂e em 2024, mais que dobrando o valor de 2010 (19.862 tCO₂e), com aceleração expressiva a partir de 2022. Apesar do crescimento, o total permanece bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando Pacoti no percentil 18. As emissões de resíduos (6.290 tCO₂e) cresceram 46,1% desde 2010 e já superam ligeiramente a mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando que a melhoria na destinação domiciliar não impediu o aumento da carga de gases associada ao setor. As emissões de energia (5.816 tCO₂e) seguem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, Pacoti combina avanços recentes e pontuais — queda do destino inadequado de resíduos e aumento da cobertura de água em 2022 — com fragilidades estruturais relevantes: perdas de água elevadas, queda abrupta no tratamento de esgoto e emissões em trajetória de crescimento acelerado. A recuperação do tratamento de esgoto aos níveis históricos (acima de 75%) e a redução das perdas na rede de água são prioridades para consolidar os ganhos e reverter a tendência de aumento das emissões, especialmente as ligadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

27.1%

2024

5
9.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

25.6%

2024

19
47.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

71.4%

2024

77
28.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.2%

2024

23
236.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.9%

2022

41
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.8%

2022

64
72.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

43.163 tCO₂e

2024

82
117.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.290 tCO₂e

2024

49
46.1% no período

Emissões de energia

SEEG

5.816 tCO₂e

2024

76
52.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.