Padre CarvalhoMG

5.085 habitantes · IBGE 3146255

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Resumo socioambiental

Padre Carvalho/MG apresenta quadro socioambiental de saneamento intermediário, com sinais de instabilidade operacional ao longo da série histórica. A cobertura de água em 2024 é de 72,4%, abaixo do pico de 88,4% registrado em 2013, mas próxima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 49 — ainda distante do desempenho estadual de Minas Gerais (83,3%). A perda de água, indicador em que menor é melhor, caiu para 25,7% em 2024, redução expressiva frente aos 52,0% de 2021, posicionando o município em situação relativamente favorável (percentil 41, abaixo da mediana nacional de 29,1%).

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta atinge apenas 40,9% (2024), inferior à mediana nacional (59,9%) e ao patamar estadual (78,2%), colocando o município no percentil 32. Chama atenção a oscilação abrupta da série — de 99,8% em 2020 para 38,1% em 2021 — sugerindo possível falha de reporte ou interrupção operacional, não expansão real de infraestrutura. Já o tratamento de esgoto, em 42,3%, supera a mediana nacional (33,3%) e se aproxima da média mineira (44,6%), indicando que, apesar da baixa coleta, o volume captado tem tratamento relativamente eficiente — o município opera com apenas 1 ETE (2020), no percentil 77 nacional para esse quesito. Essa combinação (baixa coleta + tratamento razoável) explica em parte por que 21,1% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto (2022), acima da mediana do país (14,9%) e do estado (7,4%), embora com forte melhora frente aos 54,4% de 2010.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 2.969 tCO₂e em 2024, queda de 94,4% em relação a 2010, mantendo o município no percentil 4 nacional (baixíssimas emissões relativas). Entretanto, as emissões de energia cresceram 20,4% no último ano, atingindo 12.647 tCO₂e, e as de resíduos subiram 10,5%, chegando a 2.608 tCO₂e — ambas ainda abaixo das medianas nacionais, mas em trajetória de alta que merece monitoramento, especialmente porque o crescimento de resíduos pode estar associado à baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto.

Por fim, os registros hidrológicos da ANA mostram ausência de eventos de cheia (2016), mas 11 registros de seca observada no mesmo ano, no percentil 88 estadual, indicando maior vulnerabilidade à escassez hídrica do que a inundações. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deve recair sobre a ampliação e estabilização da coleta de esgoto e o controle das emissões de energia, mantendo o bom desempenho relativo em perdas de água e emissões totais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.4%

2024

49
18.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

40.9%

2024

32

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

42.3%

2024

56
13.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.7%

2024

59
43.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.9%

2022

53
73.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

39
61.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.969 tCO₂e

2024

96
94.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.608 tCO₂e

2024

80
10.5% no período

Emissões de energia

SEEG

12.647 tCO₂e

2024

59
20.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.