Pai PedroMG

5.634 habitantes · IBGE 3146552

IA

Resumo socioambiental

Pai Pedro/MG apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 29,6% dos domicílios em 2024, posicionando o município no percentil 7 nacional — muito distante da mediana do país (73,2%) e de Minas Gerais (83,3%). A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: apenas 37,9% dos domicílios têm coleta (Censo 2022), enquanto 61,1% apresentam destino inadequado de dejetos, colocando o município no percentil 97 nacional para esse problema — ou seja, entre os piores do Brasil. Chama atenção também o salto na perda de água na rede, que passou de 15,5% (2023) para 22,1% em 2024, alta de 80% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (35,8%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram 5,3% entre 2023 e 2024, alcançando 57.655 tCO₂e, valor inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, a série histórica mostra grande volatilidade, com pico de 85.407 tCO₂e em 2022, sugerindo forte influência de uso da terra e mudanças de cobertura vegetal, típico de municípios pequenos do semiárido mineiro. As emissões de resíduos permanecem estáveis, em torno de 2.986 tCO₂e (2024), com leve alta de 2,9%, refletindo a baixa cobertura de coleta de esgoto e o destino inadequado de dejetos já mencionado — uma relação direta entre a fragilidade do saneamento e a manutenção de emissões nesse setor. Já as emissões de energia mais que dobraram desde 2010 (+126,8%), atingindo 3.356 tCO₂e em 2024, indicando maior consumo energético, ainda assim modesto frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em relação a eventos hidrológicos, o único dado disponível (2016) revela ausência de registros de cheia, mas 18 registros de seca observada, no percentil 98 nacional — evidenciando forte exposição à estiagem, compatível com a região do semiárido mineiro e reforçando a urgência de investimentos em abastecimento de água, dada a baixíssima cobertura atual.

Em síntese, Pai Pedro enfrenta um duplo desafio: infraestrutura de saneamento extremamente deficitária, com risco sanitário e ambiental elevado, e uma trajetória de emissões relativamente baixa em termos absolutos, mas com sinais de crescimento no setor energético. A melhoria da cobertura de água e esgoto deve ser prioridade imediata da gestão local, tanto para reduzir o passivo ambiental quanto para mitigar riscos à saúde pública, especialmente diante da vulnerabilidade à seca já registrada no município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.6%

2024

7
0.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.1%

2024

70
80.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

37.9%

2022

7
9.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

61.1%

2022

3
6.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

57.655 tCO₂e

2024

75
5.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.986 tCO₂e

2024

75
2.9% no período

Emissões de energia

SEEG

3.356 tCO₂e

2024

87
126.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

18

2016

2
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.