PainsMG

8.341 habitantes · IBGE 3146503

IA

Resumo socioambiental

Pains/MG apresenta um quadro socioambiental misto, marcado por retrocesso recente no abastecimento de água e estagnação crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água caiu de 99,7% (2021) para 70,1% em 2022, uma queda de -5,7% que rompe uma trajetória de quase uma década próxima à universalização, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), no percentil 42. Chama atenção que essa queda coincide com a zeragem da perda de água desde 2015 (ante patamares de 38,7% a 59,2% entre 2009-2014), sugerindo possível mudança metodológica ou de gestão do sistema que merece investigação local, já que os dois indicadores costumam se mover de forma inversa.

Já a coleta de esgoto é um ponto positivo, atingindo 95,2% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e do estado (85,0%), no percentil 59, com trajetória de melhora constante desde 2013. Contudo, esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento de esgoto (0,0% em todos os anos da série até 2022), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a mineira de 44,5% — Pains está no percentil 25, evidenciando que o esgoto é coletado mas despejado sem tratamento, com risco direto à qualidade da água e à saúde pública.

Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra bom desempenho: 90,6% dos domicílios têm coleta (2022, percentil 79) e apenas 4,8% têm destinação inadequada, queda expressiva de -51,1% frente a 2010, ficando abaixo das médias nacional e estadual. O número de unidades de destinação dobrou (de 1 para 2 entre 2024 e 2025), acima da mediana nacional, embora distante das 135 unidades registradas em Minas Gerais. Coerentemente, as emissões de resíduos (3.771 tCO₂e em 2024) ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 32.

As emissões totais de GEE, porém, preocupam: 308.290 tCO₂e em 2024, alta de 57,4% sobre 2023, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 71. As emissões de energia (91.906 tCO₂e) também estão bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 80), indicando que o setor energético é o principal vetor de pressão climática local, e não os resíduos. Registros de eventos extremos são limitados a uma cheia em 2016 (percentil 76), sem dados mais recentes disponíveis para monitoramento atualizado desses riscos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.1%

2024

93
5.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.7%

2024

83
1.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

84.8%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

21.4%

2024

72
58.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.6%

2022

79
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.8%

2022

76
51.1% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
100.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

308.290 tCO₂e

2024

29
57.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.771 tCO₂e

2024

68
25.7% no período

Emissões de energia

SEEG

91.906 tCO₂e

2024

20
4.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.