Palestina de GoiásGO

3.132 habitantes · IBGE 5215652

IA

Resumo socioambiental

Palestina de Goiás apresenta quadro de saneamento abaixo dos padrões estadual e nacional, com sinais de melhora recente, mas ainda insuficientes. A cobertura de água atingiu 66,1% em 2024, avanço de 2,2% sobre o ano anterior, porém distante da mediana nacional (73,2%) e, principalmente, da média de Goiás (88,8%), posicionando o município no percentil 40 do país. A perda de água, por sua vez, caiu para 20,3% em 2024 — redução expressiva de 55,4% frente ao início da série (45,5% em 2010) — ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e também da média estadual (25,3%), o que indica gestão operacional relativamente eficiente da rede apesar da baixa cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 65,0% dos domicílios têm coleta (2022), praticamente estagnado desde 2010, e 33,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média goiana (5,5%), colocando o município no percentil 78 (pior faixa) do país. Essa lacuna estrutural provavelmente contribui para o padrão de emissões de resíduos, que somaram 2.002 tCO₂e em 2024 (+23,2% desde 2010), embora esse valor ainda esteja bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de cobertura de infraestrutura do que de volume absoluto de emissões.

O balanço de emissões de GEE do município é o indicador mais preocupante: 494.695 tCO₂e em 2024, alta de 28,6% em relação a 2010, situando Palestina de Goiás no percentil 80 nacional — ou seja, entre os municípios mais emissores do país, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Já as emissões de energia recuaram para 13.026 tCO₂e (-24,3% no período), abaixo da mediana nacional, o que reforça que a pressão emissora do município provém majoritariamente de outros setores (provavelmente uso da terra e agropecuária, não detalhados neste dossiê) e não da matriz energética ou de resíduos.

Do ponto de vista de infraestrutura hídrica, a potência hidráulica instalada saltou de 10 MW (2012) para 33 MW (2024), estável desde 2016 e acima da mediana nacional (10 MW), embora modesta frente ao total estadual (5.752 MW). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, limitando a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, o município combina avanços pontuais em eficiência hídrica com defasagens estruturais em esgotamento sanitário e um perfil de emissões de GEE elevado, que merecem atenção prioritária dos gestores locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.1%

2024

40
2.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.3%

2024

74
55.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.0%

2022

32
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.3%

2022

22
5.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

33 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

33 MW

2024

72
226.6% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

494.695 tCO₂e

2024

20
28.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.002 tCO₂e

2024

88
23.2% no período

Emissões de energia

SEEG

13.026 tCO₂e

2024

58
24.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.