Palestina do ParáPA

7.086 habitantes · IBGE 1505494

IA

Resumo socioambiental

Palestina do Pará apresenta um quadro misto em saneamento básico, com destaque positivo para o abastecimento de água e fragilidades relevantes no manejo de resíduos e esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 91,4% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do Paraná... da própria UF (55,0%), posicionando o município no percentil 73. As perdas na distribuição são baixas, 3,1% (2022), muito inferiores à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (34,5%), o que indica gestão eficiente da rede, embora a série mostre queda de -8,6% na cobertura entre 2021 e 2022, ponto que merece monitoramento.

O esgotamento sanitário é o principal gargalo: apesar da coleta declarada de 100% em 2020 (acima da mediana nacional de 87,8% e muito superior à UF, 19,1%), o tratamento de esgoto é nulo, 0,0% (2020), contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 13,5%. Essa lacuna entre coleta e tratamento sugere que o esgoto captado é lançado sem tratamento, com potencial impacto na qualidade dos corpos hídricos locais. Quanto a resíduos sólidos, apenas 51,0% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (71,0%), no percentil 16 — porém houve avanço expressivo desde 2010 (38,6%), alta de +32,4%. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 26,8% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%), embora com forte redução de -56,3% desde 2010 (61,4%), evidenciando progresso, mas ainda distante do ideal.

Em emissões de GEE, o município registrou 184.022 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de -81,1% frente a 2010, e valor acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 58. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram +75,7% no período (de 1.897 para 3.333 tCO₂e), movimento coerente com a ampliação parcial da coleta domiciliar, mas ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia também aumentaram significativamente, +132,2% (para 4.023 tCO₂e em 2024), refletindo possível crescimento do consumo energético local, embora permaneçam bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos recentes. Em síntese, o município se destaca no abastecimento de água e no controle de perdas, mas precisa avançar no tratamento de esgoto e na universalização da coleta de resíduos, frentes que, se atendidas, tendem a reduzir tanto os passivos ambientais quanto as emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.3%

2023

0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

9.4%

2023

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.0%

2022

16
32.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.8%

2022

30
56.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

184.022 tCO₂e

2024

42
81.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.333 tCO₂e

2024

72
75.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.023 tCO₂e

2024

83
132.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.