PalhanoCE

9.671 habitantes · IBGE 2310001

IA

Resumo socioambiental

Palhano/CE apresenta quadro de saneamento básico crítico, com forte defasagem em relação ao Brasil e ao Ceará. A cobertura de água atingiu 62,1% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (71,6%), posicionando o município no percentil 35 — apesar de ter avançado significativamente frente aos 40,4% de 2010, a série mostra oscilação recente relevante, com queda de 79,3% (2023) para 62,1% (2024). Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou para 57,0% em 2024, valor quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à média estadual (40,5%), colocando o município no percentil 88 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura obtido.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê: a coleta de esgoto está estagnada em 5,4% desde 2021 (última informação disponível), muito aquém da mediana nacional (59,9%) e da UF (37,4%), e o tratamento de esgoto é 0,0% em 2021, contra mediana nacional de 33,3%. Essa ausência quase total de infraestrutura de esgotamento se reflete nos dados censitários: apenas 61,5% dos domicílios têm coleta adequada (2022), e 37,9% possuem destino inadequado de dejetos, taxa muito superior à mediana nacional (14,9%) e à UF (14,6%), colocando Palhano no percentil 83 nesse indicador negativo. Esse cenário de saneamento precário tende a pressionar as emissões de resíduos, que cresceram 32,2% entre 2010 e 2024, atingindo 4.525 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante e consistente com a carência de tratamento adequado de efluentes e resíduos.

Em emissões totais de GEE, o município está relativamente bem posicionado, com 73.116 tCO₂e em 2024 (percentil 31, abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), e recuo de 7,7% em relação a 2010, embora a série mostre grande volatilidade, com pico de 124.355 tCO₂e em 2014. As emissões de energia cresceram 77,5% no período, para 4.706 tCO₂e, mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já os eventos climáticos extremos registrados pela ANA em 2016 revelam vulnerabilidade hídrica expressiva, com 19 registros de seca — colocando o município no percentil 99 nacional para esse indicador — e 1 registro de cheia (percentil 76), sinalizando exposição a extremos hidrológicos que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto.

Em síntese, Palhano combina avanços recentes e instáveis na cobertura de água com deficiência estrutural grave em esgotamento sanitário, refletida em indicadores de resíduos e destino inadequado de dejetos acima da média nacional, em um contexto de vulnerabilidade a secas historicamente severa. A priorização de investimentos em coleta e tratamento de esgoto, aliada à redução de perdas na rede de água, é essencial para reverter os indicadores m

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.1%

2024

35
53.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.4%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

57.0%

2024

12
1248.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.5%

2022

27
13.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.9%

2022

17
17.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

73.116 tCO₂e

2024

69
7.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.525 tCO₂e

2024

61
32.2% no período

Emissões de energia

SEEG

4.706 tCO₂e

2024

80
77.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

19

2016

1
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.