PalhoçaSC

245.477 habitantes · IBGE 4211900

IA

Resumo socioambiental

Palhoça apresenta um quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 96,9% em 2023, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média catarinense (86,8%), mas essa evolução convive com uma perda de água que saltou para 70,2% em 2023 — mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%) —, indicando ineficiência operacional relevante na rede de distribuição que pode comprometer os ganhos de cobertura. Já a coleta de esgoto, embora tenha crescido expressivamente (+551,5% desde 2009), alcançou apenas 23,4% em 2024, muito aquém da mediana nacional (59,9%) e da UF (42,3%), posicionando o município no percentil 17 do país. O tratamento de esgoto segue trajetória semelhante, com 20,1% em 2024, também abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (37,3%).

Chama atenção a queda acentuada de domicílios com coleta de esgoto, de 99,2% em 2010 para 60,2% em 2022, colocando Palhoça no percentil 26 nacional — um retrocesso que merece investigação sobre causas metodológicas ou reais. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares é baixo (0,3% em 2022), entre os melhores do país (percentil 2), e o município conta com 7 ETEs (2020), acima da mediana nacional (1 unidade) e no percentil 98, sugerindo capacidade instalada que ainda não se traduziu em tratamento efetivo proporcional à população.

No eixo climático, as emissões totais de GEE alcançaram 667.871 tCO₂e em 2024, com alta de 23,8% desde 2010, situando o município no percentil 85 nacional. As emissões de energia (603.322 tCO₂e, +51,9%) dominam o perfil de emissões, enquanto as de resíduos, embora numericamente menores, tiveram o crescimento mais acelerado (72.843 tCO₂e, +147,5%), evidenciando relação direta com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a gestão ainda incipiente de resíduos sólidos. Os registros de eventos extremos também merecem atenção: 6 cheias em 2016 posicionaram o município no percentil 99 nacional, sinalizando vulnerabilidade hidrológica que se soma aos desafios de infraestrutura de saneamento e perdas hídricas já identificados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.9%

2023

3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

23.4%

2024

17
551.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

20.1%

2024

41
621.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

7

2020

98
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

70.2%

2023

1015.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.2%

2022

26
39.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.3%

2022

98
60.8% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

667.871 tCO₂e

2024

15
23.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

72.843 tCO₂e

2024

4
147.5% no período

Emissões de energia

SEEG

603.322 tCO₂e

2024

3
51.9% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.