Palma SolaSC

7.709 habitantes · IBGE 4212007

IA

Resumo socioambiental

Palma Sola/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em drenagem sanitária domiciliar e redução de emissões totais, mas com sinais de atenção na cobertura de água e nas perdas do sistema. A cobertura de água caiu para 69,7% em 2024, revertendo uma trajetória de crescimento que chegara a 87,8% em 2021 — essa queda abrupta contrasta com a mediana nacional (73,2%) e, sobretudo, com a média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 45. Ao mesmo tempo, a perda de água segue elevada, em 38,0% (2024), acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), no percentil 68 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que ajuda a explicar a dificuldade em sustentar ganhos de cobertura mesmo com investimento aparente no sistema.

Na frente de esgotamento sanitário, os dados de 2011 indicam cobertura e tratamento de 100,0%, valores muito acima das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e da própria UF (42,3% e 37,3%), mas a ausência de atualizações posteriores no SNIS impede avaliar a manutenção desse patamar. Já pelos dados censitários, mais recentes, 84,5% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022 (percentil 65, acima da mediana nacional de 76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu de 20,6% para 9,7% entre 2010 e 2022 — uma redução de 53%, embora ainda distante do desempenho de Santa Catarina (3,2%). Essa melhora na gestão de resíduos sólidos, porém, não se refletiu nas emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram 36,7% desde 2010, atingindo 4.969 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em direção contrária à do indicador de destinação adequada.

No balanço de gases de efeito estufa, o município reduziu suas emissões totais em 44,2% desde 2010, chegando a 88.117 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 36. As emissões de energia também recuaram 39,3%, para 7.280 tCO₂e, bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo baixa demanda energética municipal, compatível com a modesta potência hidráulica instalada (2 MW, percentil 29). Por fim, os únicos registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 7 de seca, ambos com percentis elevados (87 e 81, respectivamente) frente à mediana nacional nula, sugerindo uma vulnerabilidade climática que merece monitoramento contínuo, especialmente dada a fragilidade já observada na gestão hídrica local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.7%

2024

45
7.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2011

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2011

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.0%

2024

32
4.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.5%

2022

65
6.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.7%

2022

62
53.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

29
10.1% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

88.117 tCO₂e

2024

64
44.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.969 tCO₂e

2024

58
36.7% no período

Emissões de energia

SEEG

7.280 tCO₂e

2024

71
39.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.