PalmasTO
323.625 habitantes · IBGE 1721000
Resumo socioambiental
Palmas apresenta saneamento básico consolidado e substancialmente acima dos padrões nacionais, mas enfrenta desafios crescentes em emissões de gases de efeito estufa e perdas hídricas. A cobertura de água atingiu 97,9% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,6%), posicionando o município no percentil 83. A coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva, saltando de 50,9% em 2007 para 93,3% em 2021 (+83,4%), superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto o Tocantins (67,1%). O tratamento de esgoto acompanhou essa trajetória, alcançando 64,5% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (37,7%), sustentado por 5 ETEs em operação — patamar muito superior à mediana brasileira de 1 unidade (percentil 96).
Apesar desses avanços, a perda de água na distribuição chegou a 31,7% em 2022, ligeiramente acima da mediana nacional (29,9%) e ainda distante do desempenho observado em 2016 (13,1%), indicando ineficiência operacional que pressiona custos e sustentabilidade do sistema. Também chama atenção a redução na cobertura de coleta domiciliar de resíduos, que caiu de 97,0% (2010) para 81,9% (2022), variação negativa de 15,5%, embora ainda superior à mediana nacional (76,9%). Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos é baixo (1,2% em 2022), muito melhor que a mediana nacional e estadual (14,9%), sugerindo que a queda na coleta não se traduziu em descarte irregular expressivo.
O maior ponto de atenção ambiental está nas emissões de GEE, que somaram 1.367.146 tCO₂e em 2024, no percentil 92 nacional — quase 10 vezes a mediana brasileira (138.513 tCO₂e). Chama atenção especial o crescimento das emissões de resíduos, que mais que dobraram desde 2010 (+109,7%), atingindo 227.460 tCO₂e em 2024, no percentil 99 nacional, mesmo com boa cobertura de tratamento de esgoto — indicando que o setor de resíduos sólidos, e não o saneamento líquido, é o principal vetor de pressão climática do município. As emissões de energia também cresceram 64,8% no período, refletindo aumento da demanda associada à expansão urbana.
Do lado fiscal, o investimento público de R$ 82,2 milhões em 2026 coloca Palmas no percentil 97 nacional, evidenciando capacidade de aporte de recursos compatível com os desafios identificados, especialmente na redução de perdas de água e no enfrentamento das emissões de resíduos, que demandam prioridade na agenda de gestão ambiental municipal.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
77.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
5
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
29.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
456 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
451 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.367.146 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
227.460 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
760.895 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 82.2 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
