Palmeira d'OesteSP

8.994 habitantes · IBGE 3535200

IA

Resumo socioambiental

Palmeira d'Oeste apresenta desempenho consolidado em saneamento, com destaque para o esgotamento sanitário: 100,0% de coleta (2021) e 100,0% de tratamento (2022), ambos muito acima das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente) e também superiores à média do estado de São Paulo (94,6% e 69,6%), posicionando o município no percentil 100 em ambos os indicadores. A perda de água na distribuição também é um ponto forte, em 12,3% (2022), bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (32,1%), com trajetória de queda de 31,1% desde 2008 — evidência de gestão operacional eficiente da rede.

O abastecimento de água, no entanto, chama atenção: após atingir 97,8% em 2021, a cobertura caiu para 80,3% em 2022 (variação de -1,6% no período mais recente, mas com queda abrupta frente ao ano anterior), ficando abaixo do índice estadual (95,2%), embora ainda acima da mediana nacional (76,5%). Essa oscilação contrasta com a estabilidade dos demais indicadores de saneamento e merece investigação sobre causas pontuais (possível alteração cadastral ou operacional). Já os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram de 19,8% (2010) para 10,8% (2022), avanço expressivo, ainda que acima da média paulista (1,0%), indicando espaço para melhoria na gestão de resíduos sólidos domiciliares.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 157.655 tCO₂e em 2024, alta de 14,8% frente a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos cresceram 34,3% no período, para 6.696 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) — movimento coerente com o aumento populacional e de consumo, e que reforça a necessidade de políticas de destinação e tratamento de resíduos para conter essa trajetória. Em contrapartida, as emissões de energia recuaram 22,1%, para 12.511 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando ganhos de eficiência energética que compensam parcialmente o avanço das emissões por resíduos.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mesmo ano em que o estado de São Paulo registrou 235 ocorrências de cheia e 59 de seca, o que sugere ausência de exposição crítica a esses eventos no período analisado, embora a base de dados seja limitada a esse ano único. Em síntese, Palmeira d'Oeste mantém infraestrutura de saneamento robusta e superior à média nacional, mas deve monitorar a queda recente na cobertura de água e conter o crescimento das emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

95.9%

2024

87
17.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

91.6%

2024

85
8.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

34.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.5%

2024

93
48.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

84.7%

2022

66
5.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.8%

2022

59
45.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

157.655 tCO₂e

2024

46
14.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.696 tCO₂e

2024

47
34.3% no período

Emissões de energia

SEEG

12.511 tCO₂e

2024

59
22.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.